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Nevasca deixa caminhoneiro de Itapetininga retido há 29 dias na Argentina: 'Nem tenho expectativa'

Orlando Martins é de Itapetininga (SP) e saiu de Araguaína (TO) com destino a Santiago, no Chile, carregando cerca de 25 toneladas de carne. Ele está preso na f

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Nevasca deixa caminhoneiro de Itapetininga retido há 29 dias na Argentina: 'Nem tenho expectativa'

Um caminhoneiro de Itapetininga (SP) está há 29 dias retido em um posto aduaneiro de Uspallata, na Argentina, devido à forte nevasca que atingiu o país há cerca de um mês.

Ao g1, Orlando Martins conta que saiu do Araguaína, cidade a 200 quilômetros da capital do Tocantins, carregando cerca de 25 toneladas de carne em sua carreta. Ele seguia em direção a Santiago, no Chile, onde descarregaria a encomenda.

No entanto, foi surpreendido pela nevasca.

A rota de exportação do Chile está parada desde o dia 13 [de julho]. A maioria dos caminhoneiros está parado neste posto aduaneiro, onde faz a documentação para seguir viagem.

Eu cheguei aqui no dia 16, quando tudo já estava fechado", relata.

Segundo o caminhoneiro, por ser perecível, a carne precisa ser mantida constantemente em uma temperatura baixa. Orlando explica que o sistema de refrigeração da carreta tem conseguido conservar a carga e que, por enquanto, o risco de perda da mercadoria é baixo.

A estrutura do caminhão é bem moderna e tocada a diesel. Ela está funcionando normalmente desde o dia 16, mas, ela está ligada desde quando eu saí do Tocantins.

Ele conta que, durante todo o período, os caminhoneiros têm recebido apoio da polícia argentina para permanecer no local. Todos os dias, são distribuídos sopa e água potável aos motoristas.

A sopa é dada todos os dias para os motoristas e, junto à alimentação, o sindicato dos caminhoneiros de Mendoza está distribuindo água potável para nós. É somente o que temos", desabafa.

Para dormir, cada um dorme na cabine. A cabine sempre foi a cama do caminhoneiro. Mas, para tomar banho, temos que pagar 4 mil pesos todos os dias. Não é um valor alto, mas também não é um valor tão baixo assim.

Estamos pagando por trabalhar", lamenta.

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Durante todo o tempo retido no posto aduaneiro de Uspallata, Orlando diz que tem se informado das condições climáticas por meio de comunicados oficiais nas redes sociais.

Além disso, ele acompanha frequentemente reportagens sobre o assunto para tentar ter uma previsão de quando poderá deixar o local.

Cada dia sai uma informação diferente nas reportagens locais daqui. Nada é muito concreto, porque a nevasca atua muito durante o período noturno e, por isso, eles falam que não conseguem limpar as rodovias.

Estão dizendo por aqui que as autoridades também estão querendo separar os turistas dos transportadores", alega.

Uspallata está a cerca de 220 quilômetros do destino final de Orlando. As autoridades chegaram a propor uma rota alternativa aos caminhoneiros, porém, a opção adicionaria mais 2 mil quilômetros na rota até a capital chilena.

Existe um desvio de rota por Pino Hachado, que fica no sul do Chile. Só que, seguir pelo caminho deve ser somente de acordo com o dono da mercadoria. A região sul também é um local que venta muito e tem neve, então, a situação por lá também está bem complicada", descreve.

Durante a entrevista ao g1, o caminhoneiro afirmou que não tem grandes expectativas nem acredita que conseguirá voltar para casa tão cedo. Por enquanto, segundo ele, a prioridade é garantir que a mercadoria seja entregue com segurança.

O que eu mais vejo é a serra cheia de neve todos os dias. Eu nem tenho muitas expectativas assim. Assim que liberado, quero retornar ao Brasil. Talvez carregado com alguma mercadoria chilena ou até mesmo voltar para Itapetininga, para dar um tempo", afirma.

Em uma nota publicada no domingo (9), o governo argentino informou que houve uma reunião do Comitê Integrado do Sistema Cristo Redentor, que liga Chile e Argentina, com a participação das coordenações dos dois países e de suas equipes técnicas.

Ainda conforme o comunicado, após uma série de análises sobre as condições de trafegabilidade local, foi decidido que o trânsito no trecho continuará suspenso preventivamente para todos os tipos de veículos.

A medida permanece em razão das condições climáticas extremas e desfavoráveis na região de alta montanha, somadas aos ventos fortes previstos, que variam entre 100 e 160 quilômetros por hora nos setores chileno e argentino.

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VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM.

  • Saiu do Araguaína, cidade a 200 quilômetros da capital do Tocantins, carregando cerca de 25 toneladas de carne em sua carreta.
  • Mas, para tomar banho, temos que pagar 4 mil pesos todos os dias.
  • Chegaram a propor uma rota alternativa aos caminhoneiros, porém, a opção adicionaria mais 2 mil quilômetros na rota até a capital chilena.

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