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Magyar avança no expurgo da era Orbán com novo presidente na Hungria

Parlamento elege ex-juiz da Suprema Corte András Baka, que autocrata demitiu após crítica

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Destituído por Viktor Orbán do Supremo Tribunal da Hungria em 2011, o jurista András Baka foi eleito presidente do país nesta terça-feira (11), em Budapeste, dias após ser indicado ao cargo pelo primeiro-ministro, Péter Magyar.

Devolver à esfera pública uma das primeiras vozes que se levantou, na década passada, contra a "democracia iliberal" do antecessor, eufemismo para autocracia, é um gesto significativo para Magyar.

Desde que tomou posse, em maio, após vitória expressiva nas urnas, o premiê não tem economizado no expurgo que promove nos diversos estamentos do poder na Hungria.

Magyar já derrubou transmissões da TV pública, instrumentalizada pelo antecessor, limitou mandatos de parlamentares e baixou a idade de aposentadoria de juízes, entre outros atos, apoiado pela maioria constitucional que obteve nas urnas com seu partido, Tisza.

O ritmo das mudanças é criticado não só pelo Fidesz, legenda de Orbán, que classifica como "tirania", mas também por entidades como a Anistia Internacional, que temem que os ritos democráticos, como processos de consulta e regimentos, estejam sendo ignorados pelo caminho.

Nesta terça, o Fidesz ignorou a eleição de Baka, no Parlamento, alegando que Tamás Sulyok, o presidente anterior, foi destituído de maneira "arbitrária e ilegítima.

Logo que assumiu o poder, Magyar pediu a renúncia de Sulyok, afirmando que o então chefe de Estado era um "fantoche" de Orbán.

Sulyok recusou, e, em seguida, o Parlamento elaborou e votou às pressas uma emenda que forçava sua saída e determinava um mandato-tampão até a confecção de uma nova Constituição.

Promessa de campanha de Magyar, o texto conterá a previsão de eleições presidenciais diretas.

Baka, 73, foi destituído do cargo de presidente da Kúria, o Supremo Tribunal do país, em 2011, após criticar duramente as reformas judiciais do então governo nacionalista de Orbán.

Com a ascensão do Fidesz ao poder, em 2010, o projeto de reformulação das estruturas do Estado húngaro começou pelo Poder Judiciário.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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