Um juiz nos Estados Unidos negou nesta quinta-feira (1º) o pedido de absolvição de Lindsay Clancy, após um processo judicial midiático, no qual o júri não conseguiu chegar a um veredito.
Com essa decisão, ela deve ter que enfrentar um novo julgamento.
Clancy, 36, estrangulou em 2023 seus filhos —Cora, 5, Dawson, 3, e Callan, oito meses— e tentou cometer suicídio. Ela sobreviveu, mas ficou paraplégica.
O juiz William Sullivan, do tribunal de Plymouth, considerou que havia provas suficientes para convencer o júri da culpa da mulher, ao contrário do que argumenta o advogado de defesa, Kevin Reddington.
Em audiência realizada na última terça-feira (29), o advogado dela criticou a investigação: "Onde estão as provas?", questionou.
Durante o julgamento, Lindsay não negou ter matado as crianças, mas alegou que sofria de psicose pós-parto.
A promotora Jennifer Sprague classificou como "argumento ridículo" a declaração de Reddington de que não havia provas suficientes.
O questionamento por parte do advogado das próprias declarações de Lindsay seria uma mudança importante em relação à sua linha de defesa, baseada na saúde mental.
Após sete dias de deliberações, os 12 jurados não conseguiram alcançar a unanimidade exigida nesse tipo de processo nos Estados Unidos.
Apenas um integrante do júri se opôs a declarar Clancy inocente por motivo de insanidade. O julgamento foi anulado em 4 de setembro.
O presidente Donald Trump reagiu à anulação. "É uma tragédia horrível", disse a jornalistas na Casa Branca. "Presumo que haverá um novo julgamento.
Lindsay está internada em uma instituição psiquiátrica. Ela se declarou não culpada e disse ter ouvido uma voz que lhe ordenava que matasse as crianças.
Os promotores, por outro lado, afirmaram que Lindsay planejou cuidadosamente o assassinato de seus filhos, e que era capaz de entender as consequências de seus atos.
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