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Espriella e Milei personificam política do espetáculo na América Latina

Presidente colombiano realizou posse fora da sede oficial como mensagem política

3 min de leitura
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A América Latina vive tempos intensos, marcada por acontecimentos que concentraram as atenções e deixaram mais perguntas do que respostas. Em momentos distintos, Colômbia (cujo presidente tem o apelido "o tigre") e Argentina ofereceram exemplos de uma política cada vez mais orientada pela imagem, pelo espetáculo e pela disputa permanente da narrativa pública.

O episódio mais provocativo foi a posse de Abelardo de la Espriella. O novo presidente decidiu romper com a tradição ao não realizar a cerimônia na Casa de Nariño.

A escolha de Cali, uma cidade marcada por frequentes tensões sociais e desafios de segurança, foi interpretada como uma mensagem política que ainda suscita diferentes leituras.

A própria cerimônia reforçou essa opção por uma comunicação fortemente simbólica. Em vez da solenidade convencional, prevaleceram gestos cuidadosamente construídos para dialogar com seus apoiadores e dominar o noticiário.

A posse pareceu buscar um impacto político imediato por meio da encenação. Na Argentina, Javier Milei (que se autodenomina "o leão") voltou a recorrer ao estilo que marcou sua ascensão política.

Em meio às dificuldades econômicas, aos conflitos com o Congresso e às pressões sobre seu governo, ele voltou a apostar em aparições de forte apelo popular e em um discurso voltado diretamente à sua base de apoio.

Embora vivam contextos diferentes, De la Espriella e Milei compartilham um traço comum: ambos compreenderam que, na política contemporânea, a disputa pela atenção muitas vezes antecede a disputa pelas políticas públicas.

Em suas aparições, o simbolismo e a performance ocupam um espaço que antes era reservado ao ritual institucional.

Resta saber se essa estratégia será suficiente para enfrentar problemas muito mais concretos. Colômbia e Argentina vivem desafios como crescimento econômico limitado, insegurança, polarização política e perda de confiança nas instituições.

O espetáculo produz impacto imediato, mas seus efeitos tendem a ser passageiros quando confrontados com a realidade cotidiana da população. A dúvida que permanece é se essa nova forma de exercer o poder representa apenas uma mudança de linguagem ou se revela uma transformação mais profunda na relação entre líderes, instituições e sociedade.

Por enquanto, a política latino-americana segue produzindo imagens poderosas. As respostas, porém, continuam em aberto.

Uma pesquisa da Meganalisis mostra os sentimentos dos venezuelanos após os terremotos que atingiram o país em 24 de junho. A indignação prevaleceu, citada por 80,2% dos entrevistados, seguida da impotência (73,8%).

O discurso de posse de Keiko Fujimori foi muito mais conciliador do que o de seu par colombiano. Primeira mulher eleita presidente do país, ela ganhou as eleições de 2026 após ser derrotada três vezes no segundo turno.

Fujimori promete, porém, mão firme contra a violência e o narcotráfico. Ela disse, ainda, que vai convocar o Exército para a tarefa de policiar desde as grandes cidades até a região fronteiriça.

Para quem é fã de suspense, "Los creyentes", produção espanhola, quase não deixa o espectador respirar. O longa está na Netflix e é protagonizado por José Coronado e Stéphanie Magnin.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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