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De Moçambique para os Palop: A ponte linguística rumo à excelência regulatória da OMS

O que pode mudar para a Lusofonia agora que o primeiro país africano de língua portuguesa conquistou o exigente selo de Nível de Maturidade 3 em regulação de me

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De Moçambique para os Palop: A ponte linguística rumo à excelência regulatória da OMS

O que pode mudar para a Lusofonia agora que o primeiro país africano de língua portuguesa conquistou o exigente selo de Nível de Maturidade 3 em regulação de medicamentos.

Uma especialista da OMS revela os benefícios práticos de fazer parte desse grupo de 10 nações no continente.

A busca por sistemas regulatórios sólidos e alinhados aos rigorosos padrões internacionais é um dos pilares fundamentais para garantir a segurança, a eficácia e a qualidade dos produtos de saúde pública.

Neste cenário, Moçambique assume um papel estratégico de liderança, posicionando-se como o catalisador ideal para impulsionar a excelência regulatória entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Palop.

A nação africana tornou-se o primeiro país de língua oficial portuguesa na África e o 10º no continente a alcançar o Nível de Maturidade 3, ML3, na avaliação da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Este selo de maturidade reconhece a existência de um sistema regulatório farmacêutico estável, funcional e integrado, capaz de assegurar rigorosamente a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos e vacinas que entram no país.

Com a grande maioria das diretrizes de agências reguladoras globais e organismos de referência produzida em inglês, francês ou espanhol, Moçambique inverte essa lógica: o português deixa de ser uma limitação e passa a ser uma ponte direta para a capacitação regional.

Nas declarações da especialista do ramo em Moçambique sobre avanços institucionais recentes e a validação da OMS, Nélida Mendes Cabral Silva, afirma que o país pode partilhar o conhecimento com as entidades dos lusófonos africanos.

Esta dinâmica poderá contribuir para a tomada de decisões complexas e para a definição de soluções aplicáveis à realidade do bloco lusófono, criando um ecossistema de partilha onde as experiências de sucesso de grandes autoridades reguladoras internacionais chegam de forma fluida, clara e adaptada aos parceiros africanos de língua oficial portuguesa.

Para uma especialista da OMS em Moçambique, a aposta reside na capacitação contínua e no estreitamento de laços institucionais.

Moçambique reforça a soberania sanitária do espaço lusófono como acredita a especialista da Organização Mundial da Saúde.

Superar barreiras linguísticas por meio da cooperação técnica e de programas conjuntos de formação fortalece as agências reguladoras locais e consolida uma rede unida de proteção à saúde pública, preparada para responder com agilidade e rigor aos desafios globais do futuro.

Foi em agosto que a OMS reconheceu formalmente a Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos, Aname, por estruturar um sistema regulatório estável, funcional e integrado.

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