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Crise em alto-mar: por que Trump decidiu trocar porta-aviões no Oriente Médio em meio a tensões com o Irã

USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão. Relatos apontam problemas de abastecimento, falhas no navio e crise de saúde mental entre m

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Crise em alto-mar: por que Trump decidiu trocar porta-aviões no Oriente Médio em meio a tensões com o Irã

Trump anuncia substituição de porta-aviões após relatos de falta de comida e tentativas de suicídio.

Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente no Oriente Médio, em meio a relatos de problemas de abastecimento e de saúde mental entre os marinheiros.

A embarcação, essencial na guerra contra o Irã, será substituída pelo USS George Washington.

Segundo o jornal britânico "The Guardian", ao menos três militares tentaram se jogar no mar em episódios separados e foram impedidos por outros tripulantes. A Marinha dos EUA afirmou que não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo.

Os militares norte-americanos não divulgaram dados sobre a saúde mental da tripulação, justificando questões de segurança operacional e privacidade.

O USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão, um período excepcionalmente longo para uma embarcação desse tipo. Cerca de 5 mil militares estão a bordo do navio.

O porta-aviões deixou San Diego em novembro de 2025 para uma missão de sete meses no Pacífico. Em janeiro de 2026, a embarcação foi redirecionada para o Oriente Médio em meio à escalada das tensões com o Irã.

Segundo o jornal The New York Times, os problemas com o navio começaram após um ataque iraniano à base naval americana no Bahrein. O bombardeio destruiu parte importante do centro logístico usado pelos EUA na região.

Era justamente esse centro no Bahrein que era usado para reabastecer o USS Abraham Lincoln com suprimentos básicos para os soldados a bordo.

Com a perda da estrutura, os EUA precisaram reorganizar a operação e passou a utilizar a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, como alternativa. Ainda assim, o navio começou a enfrentar dificuldades para receber alimentos, itens de higiene e outros suprimentos.

O tempo excessivo de missão, somado às dificuldades enfrentadas no navio, desencadeou uma crise de saúde mental entre os marinheiros, segundo a imprensa internacional.

O presidente Donald Trump minimizou os relatos sobre as condições enfrentadas pela tripulação. Questionado sobre os mais de 260 dias de missão, na sexta-feira (14), ele afirmou que esse período "está longe de ser tempo suficiente.

Esse navio está se deslocando neste momento, ou vai se deslocar muito em breve, e será substituído por outro navio muito parecido", afirmou.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que pretende realizar a rotação das equipes o mais rapidamente possível, mas classificou como "completamente distorcidos" os relatos sobre os problemas a bordo.

O deputado democrata Jason Crow, do Colorado, que cumpriu três missões no Iraque e no Afeganistão antes de ser eleito para o Congresso, criticou as declarações de Trump.

O presidente Trump não se importa com nossos militares nem com as famílias deles", escreveu Crow na rede social X.

Na prática, a substituição do USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington não altera o poder de fogo dos Estados Unidos na região, mas permite a rotação de uma tripulação que já passou tempo demais em uma missão.

🚢 Comparação: Ambos são porta-aviões de propulsão nuclear e têm capacidade para operar por longos períodos sem reabastecimento de combustível, sustentando operações aéreas de grande escala.

As embarcações pertencem à classe Nimitz, uma das mais tradicionais da Marinha dos Estados Unidos. Os dois navios possuem dimensões e capacidades praticamente equivalentes, com cerca de 330 metros de comprimento e capacidade para transportar cerca de 90 aeronaves, incluindo caças e helicópteros.

Cada um pode abrigar uma tripulação de aproximadamente 5 mil militares. Os dois entraram em operação com poucos anos de diferença: o Lincoln em 1989 e o George Washington em 1992.

A classe Nimitz é considerada a espinha dorsal da aviação embarcada americana há décadas. Por outro lado, a série está sendo gradualmente substituída pela Gerald R.

Ford, que é mais moderna e automatizada.

Além disso, a troca acontece enquanto os Estados Unidos tentam manter a pressão militar sobre o Irã. Embora a troca de ataques tenha diminuído nas últimas semanas, os americanos voltaram a impor um bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz.

  • Cerca de 5 mil militares estão a bordo do navio.
  • Cada um pode abrigar uma tripulação de aproximadamente 5 mil militares.

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