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China escolhe o Brasil para extrair e a Ásia para produzir

Brasília comemorou levantamento que apontou país como maior receptor de aportes da China em 2025

3 min de leitura
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A razão do desvio é simples. Os países que tomaram fatias chinesas no mercado americano são os que já estavam integrados às cadeias do país asiático e, para deslocar a China nas exportações, é preciso antes absorver seus fornecedores.

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Jornalista, mestre em Estudos da China pela Academia Yenching (Universidade de Pequim) e em Assuntos Globais pela Universidade Tsinghua.

Célio Hiratuka, da Unicamp, mostrou que a penetração de importados chineses desadensou cadeias brasileiras por duas décadas, e registrou em 2024 que os investimentos chineses na manufatura local apenas começavam.

A fábrica capixaba chega a um parque que a concorrência chinesa ajudou a esvaziar.

Existe uma vantagem brasileira aqui e ela não está sendo usada. Washington aplica penalidade de 40% sobre carga triangulada e inspecionou fábricas vietnamitas de capital chinês em julho.

A proximidade que leva a fábrica ao Sudeste Asiático é a mesma que leva o fiscal americano até ela.

O 15º Plano Quinquenal chinês prioriza cadeias globais de valor de alta tecnologia até 2030. O Brasil entrou nesta década como fornecedor de insumo e mercado de montagem protegido por tarifa, posição que rende volume sem render barganha.

Quando a conversa com Pequim deixar de ser sobre acesso e passar a ser sobre valor agregado, será preciso definir o que de fato temos para colocar à mesa.

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