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internacional vê a eleiçãoCrédito, Reuters.
CarregandoCarregandoA eleição brasileira — disputada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — é destaque neste domingo (25/10) nos principais jornais do mundo.
Uma reportagem do jornal Washington Post afirma que o Brasil pode ser "o próximo em uma mudança regional rumo a uma política ao estilo MAGA" — em referência ao slogan político Make America Great Again ("Faça a América Grande Novamente") do presidente americano Donald Trump.
O título da reportagem do jornal americano é: "A onda MAGA na América Latina está ampliando o alcance político e militar de Trump.
Quando o presidente Donald Trump retornou à Casa Branca em janeiro do ano passado, um cenário político desafiador o aguardava na América Latina", diz o Washington Post, citando a presença de governos de esquerda em Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Honduras, México e Venezuela.
Que diferença fazem dois anos", escreve o Washington Post.
Eleição após eleição, políticos de esquerda têm sofrido derrotas por toda a região, abrindo caminho para uma leva de presidentes de inclinação direitista que ostentam sua proximidade com a Casa Branca e que contam com o apoio e o impulso de articuladores ligados ao movimento MAGA.
Essa mudança mudou a cena política latino-americana e abriu caminho para a campanha do governo Trump contra grupos considerados narcoterroristas, diz o jornal, que afirma: "o próximo país com potencial de virar MAGA é o Brasil.
O resultado tem sido o aumento dos aliados do Escudo das Américas contra os cartéis — e o estreitamento da aliança entre o movimento MAGA e a direita latino-americana, tanto na política quanto na estética", diz o jornal, em referência à iniciativa de Trump voltada para o combate ao narcotráfico, ao crime organizado e à imigração irregular em todo o continente.
Wall Street Journal: 'Lula, um gigante da esquerda, luta por última chance.
Fim da Promoção Resultados eleição 2026.
O jornal Wall Street Journal, o principal do mundo financeiro nos Estados Unidos, publicou uma reportagem na qual afirma que Lula, "um gigante da esquerda na América Latina", luta por uma última chance no poder.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, figura emblemática da esquerda latino-americana, é uma figura popular entre os brasileiros há décadas. Para vencer no domingo, ele precisa reacender o poder de atração que exercia sobre os eleitores — eleitores que, no passado, compareciam em massa, seduzidos por sua imagem de homem do povo", escreve o Wall Street Journal.
O jornal diz que é pouco provável que eleitores troquem de candidato entre o primeiro e o segundo turno — e, com isso, o fundamental para as duas campanhas foi a mobilização dos cerca de 33 milhões que não compareceram às urnas na primeira rodada.
No primeiro turno, Lula ficou atrás de Bolsonaro por apenas 2,2 milhões de votos — uma diferença que ele pode tirar neste domingo, caso conquiste uma parcela daqueles que não compareceram às urnas", diz o jornal.
Mas conquistar o apoio desse eleitorado é uma coisa; levá-lo às urnas é outra bem diferente.
A história oferece pouco ânimo a da Silva. Desde o retorno do Brasil à democracia, sete das nove eleições presidenciais exigiram um segundo turno — e, em todas elas, o vencedor foi o candidato que já havia saído na frente no primeiro turno.
O jornal americano New York Times tem uma reportagem sobre Flávio Bolsonaro — "o outro Bolsonaro que pode se tornar o próximo presidente do Brasil.
Uma vitória de [Flávio] Bolsonaro representaria a maior conquista, até o momento, de um movimento de direita em ascensão que avança pela América Latina", afirma o jornal americano.
Líderes de direita, impulsionados em parte pelo descontentamento dos eleitores com a questão da segurança, venceram sete eleições consecutivas na região nos últimos 18 meses.
Caso o Brasil eleja Flávio Bolsonaro, isso levaria ao poder, na maior nação da região, um aliado entusiasmado de Washington, deixando o México como o único grande país ainda sob o comando da esquerda.
O New York Times destaca que Flávio Bolsonaro é alinhado com Trump no uso de força letal contra grupos criminosos e ofereceu "vastos recursos minerais críticos" como forma de os EUA reduzirem sua dependência na China.
Uma vitória da direita também marcaria o retorno surpreendente da família Bolsonaro ao poder, menos de quatro anos depois que o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tentou promover um golpe e inspirou seus apoiadores a invadir a capital do Brasil, em um episódio que remete ao ataque ao Capitólio dos EUA", escreve o jornal americano.
Flávio Bolsonaro e sua família podem estar, agora, prestes a obter novos e amplos poderes para reescrever a história do Brasil, remodelar seu futuro e atacar aqueles que consideram seus inimigos.
Caso seja eleito, ele prometeu buscar anistia para seu pai e para os manifestantes envolvidos nos distúrbios, promover o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal que os prenderam e alterar a Constituição brasileira.
Financial Times: 'Música sertaneja e chapéus de caubói.
O jornal britânico Financial Times também destacou a importância das relações entre EUA-Brasil na eleição brasileira.
O Brasil emergiu como um campo de batalha crucial para as ambições de Washington na América Latina, na esteira de uma série de vitórias eleitorais de direita por toda a região", escreve o Financial Times.
O presidente de esquerda [Lula] promove laços mais estreitos com outras chamadas potências médias e com o grupo Brics, composto por nações em desenvolvimento", diz o jornal.
Bolsonaro prometeu cortar gastos para reduzir as taxas de juros e adotar uma postura mais rígida contra facções criminosas.
O Financial Times também tem uma reportagem sobre o movimento conservador no Brasil, com o título: "Música sertaneja e chapéus de caubói: a guinada do Brasil à direita.
A reportagem destaca a ascensão da música sertaneja e relaciona isso à força econômica do agronegócio e também ao movimento político conservador no Brasil, que sofre "pesada influência americana.
Se Flávio Bolsonaro vencer [a eleição de domingo], isso demonstrará que a direita do país construiu um movimento político resiliente, moldado segundo o modelo americano, que vai muito além da improvável eleição de seu pai em 2018.
Assim como ocorreu nos EUA durante a era Donald Trump, observa-se uma tendência, entre alguns intelectuais, de menosprezar esses fenômenos — argumentando, por exemplo, que evangélicos de baixa renda estão sendo manipulados por seus pastores, ou que a popularidade da música sertaneja é fruto do apoio de grandes interesses do agronegócio", escreve o Financial Times.
O jornal espanhol El País noticiou em sua manchete sobre a eleição de domingo: "Brasil decide entre entregar todo o poder a Bolsonaro ou dar uma última oportunidade a Lula.
Eleger o senador Flávio Bolsonaro, de 45 anos — herdeiro de um golpista e de uma dinastia de extrema-direita que fagocitou a direita clássica —, significa torná-lo o presidente mais poderoso das últimas décadas, pois ele comandaria o governo federal, controlaria o Congresso com uma maioria recorde e moldaria o Supremo Tribunal", escreve o El País.
Tornar realidade a virada da esquerda e conceder um quarto mandato ao presidente — o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos — significaria manter o rumo político e econômico e, nestes tempos tão conturbados, apostar em um mundo com regras e em um líder com credenciais democráticas comprovadas.
A reportagem do jornal afirma que a decisão dos brasileiros terá repercussões "em todo o continente, no progressismo mundial e no Sul Global.
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Em números
- No primeiro turno, Lula ficou atrás de Bolsonaro por apenas 2,2 milhões de votos — uma diferença que ele pode tirar neste
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