Ir para o conteúdo

Segunda-feira, 5 de outubro de 2026 | Corumbá - MS | 23°C Chuva

Mundo

Após terremoto, Colômbia só aceitou socorristas de países governados pela direita

Gestão Espriella afirma ter seguido critérios técnicos ao aprovar ajuda de Israel, El Salvador, EUA e Equador

2 min de leitura
Mundo — imagem padrão

O governo do recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, autorizou a atuação de equipes estrangeiras de busca e resgate de apenas quatro países após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10): Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador.

Os quatro países têm líderes alinhados ideologicamente ao ultradireitista colombiano, embora Bogotá negue que a escolha tenha sido feita por viés político. A decisão foi anunciada mais de dois dias depois do tremor, quando as operações se aproximavam do fim da "janela crítica" de 72 horas —período apontado como o mais importante para o resgate de sobreviventes sob os escombros.

A decisão ocorreu também depois de o governo colombiano ter sido criticado pela demora em aceitar equipes internacionais. Ao explicar a decisão de só aceitar ajuda dos quatro países nas buscas, o diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), David Tamayo, afirmou que os socorristas cumprem "protocolos internacionais" e que devem atuar junto a equipes colombianas.

Na mesma conversa com jornalistas, o chanceler colombiano, Omar Bula, afirmou que o governo considerou apenas a capacidade técnica e a certificação internacional das equipes.

Não excluímos absolutamente nenhum país. Em relação às ofertas que nos foram feitas, trabalhamos com países sem qualquer consideração ideológica ou política", disse o ministro.

Segundo Tamayo, foram escolhidos grupos "totalmente autônomos, [que] não vão demandar recursos adicionais das administrações municipais.

Autoridades brasileiras ouvidas sob reserva pela Folha dizem que, sempre que o Brasil envia socorristas a outros países, as equipes são autônomas e não demandam apoio de governos locais, que muitas vezes não têm capacidade para tanto logo após um desastre natural.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também afirmou nesta quinta (13) que a Cidade do México não conseguiu enviar suas brigadas militares de resgate devido a entraves burocráticos impostos por Bogotá.

Segundo ela, a Colômbia solicitou uma certificação adicional para autorizar a entrada das equipes.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo