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Ainda sem detalhes, 'Dia D econômico' de Trump contra Irã fica apenas na ameaça

Secretário do Tesouro dos EUA diz que presidente conversa com países e fala em

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Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda (24) a ampliação das sanções contra o Irã numa tentativa de atingir as principais fontes de renda do país. Washington, porém, não adotou de imediato as medidas mais severas e, em vez disso, deu um ultimato a outros países: interromper relações comerciais com a República Islâmica ou correr o risco de também serem excluídos do sistema financeiro baseado no dólar.

Chamada pelo governo Trump de "Dia D econômico", a operação deverá ampliar as sanções contra setores essenciais à economia do país persa, como ativos digitais, tecnologia, aviação e transporte marítimo.

O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que não especificou, contudo, as medidas nem os prazos para elas. Ele também não forneceu detalhes sobre quais países ou empresas podem ser atingidos.

O Tesouro mapeou todo o nó, todo o facilitador e toda a rede que o Irã tem usado para contrabandear petróleo e evadir sanções", afirmou Bessent. "Ninguém deveria testar nossa determinação.

Diferentemente do Dia D da Segunda Guerra Mundial ao qual faz referência, a operação econômica não foi secreta, mas amplamente antecipada pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira (19).

E, ao menos por enquanto, é mais uma ameaça do que uma operação de guerra. A iniciativa tenta marcar um ponto de inflexão em um conflito que, apesar das previsões da Casa Branca de que demoraria apenas algumas semanas, já se arrasta há quase seis meses.

Por que eu iria querer explodir o sistema financeiro global?", disse Bessent, ao tentar explicar por que o anúncio não veio acompanhado de sanções imediatas. "Acreditamos que é importante nos alinharmos e darmos um período de cura para as pessoas, mas elas precisam saber que isso vai ser rápido e que estamos falando sério.

Como no anúncio feito por Trump na última quarta-feira, ainda não está claro se os principais alvos das sanções e de outras medidas serão aliados dos EUA que mantêm relações comerciais com Teerã, como Turquia e Paquistão, ou rivais geopolíticos mais próximos do regime iraniano, casos de China e Rússia.

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