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Acnur: 8,3 milhões de refugiados em risco de perder assistência vital

Corte de financiamento humanitário coincide com recorde em número de requerentes de auxílio; redução dos serviços de proteção deixa famílias deslocadas expostas

3 min de leitura
Acnur: 8,3 milhões de refugiados em risco de perder assistência vital

Corte de financiamento humanitário coincide com recorde em número de requerentes de auxílio; redução dos serviços de proteção deixa famílias deslocadas expostas à violência, exploração, abuso e tráfico humano.

Cerca de 8,3 milhões de pessoas estão prestes a perder acesso à assistência crucial, à medida que os cortes de financiamento esgotam os recursos das organizações humanitárias no setor.

A redução orçamental e o enfraquecimento de programas de apoio forçam milhões de refugiados a se deslocar e perder sua pátria sem o apoio necessário para a segurança.

O alerta é do relatório “Proteção em risco: o custo humano do subfinanciamento”, da Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

A diretora de relações externas do Acnur, Dominique Hyde, lembrou que o corte de fundos compromete o funcionamento de abrigos ou serviços de proteção, incluindo para crianças.

Hyde ressalta que a proteção das pessoas refugiadas não pode ser reduzida indefinidamente sem que haja um colapso, deixando famílias mais expostas à violência, exploração, abuso e tráfico humano.

No Chade, cerca de 319 mil refugiados enfrentam atrasos no registo e na emissão de documentação, permanecendo excluídos do acesso a serviços essenciais e sujeitos ao risco mais elevado de detenção.

A agência estima ainda que até 200 mil mulheres e meninas podem perder o acesso a espaços seguros e programas de prevenção, e que cerca de 233 mil crianças correm risco de ficar desprovidas de serviços de proteção infantil.

A cobertura de proteção infantil também diminui em 85% em algumas partes da Etiópia, onde a capacidade dos abrigos para sobreviventes de violência de gênero caiu para menos da metade em um ano.

Também no Sudão, dezenas de milhares de sobreviventes de violência sexual e crianças em grave risco podem perder o acesso a serviços essenciais de proteção, revela a agência para os refugiados.

Os cortes no financiamento prejudicam os esforços para reverter a dependência de pessoas deslocadas da ajuda humanitária, bem como o apoio à reconstrução das suas vidas nos seus países e locais de origem.

Diante da crise orçamental, o financiamento flexível pode ajudar a direcionar os recursos para onde estes são mais necessários, permitindo uma resposta atempada das equipas de apoio diante da intensificação de eventuais crises humanitárias, observou Dominique Hyde.

Neste sentido, o Acnur apelou ao fornecimento de apoio urgente e à ampliação do financiamento flexível, de modo a salvaguardar os avanços já alcançados, ajudar as pessoas a superar a dependência da ajuda humanitária e reconstruir as suas vidas.

Em números

  • Cerca de 8,3 milhões de pessoas estão prestes a perder acesso à assist
  • No Chade, cerca de 319 mil refugiados enfrentam atrasos no registo e na emis
  • A agência estima ainda que até 200 mil mulheres e meninas podem perder o acesso a espaço
  • S seguros e programas de prevenção, e que cerca de 233 mil crianças correm risco de ficar desprovidas de ser

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