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Mato Grosso do Sul

TSE cria sala para monitorar riscos climáticos nas eleições de 2026

Estrutura acompanhará previsões, desastres e possíveis impactos sobre locais de votação, urnas, energia, transporte e telecomunicações

2 min de leitura
TSE cria sala para monitorar riscos climáticos nas eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma estrutura específica para monitorar eventos climáticos extremos que possam comprometer as eleições de 2026. A Sala Nacional de Situação Climática foi instituída por portaria publicada nesta quinta-feira (20) e deverá acompanhar riscos capazes de afetar locais de votação, urnas eletrônicas, transporte de materiais, fornecimento de energia e serviços de telecomunicações.

A portaria, assinada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, prevê o acompanhamento diário das previsões meteorológicas e de alertas hidrológicos e de desastres naturais, além do cruzamento de informações para identificar municípios e seções eleitorais localizados em áreas consideradas vulneráveis.

A estrutura também será responsável pela elaboração de boletins técnicos, mapas de risco e relatórios que poderão orientar decisões da Justiça Eleitoral diante de situações que coloquem em risco a realização da votação.

Operação será ampliada perto dos turnos A Sala Nacional de Situação Climática funcionará no edifício-sede do TSE, em Brasília, durante a preparação das eleições, com intensificação das atividades nas semanas anteriores a cada turno.

A partir das 24 horas que antecedem cada votação, o funcionamento será ininterrupto e continuará durante a realização do pleito. O grupo também poderá ser acionado a qualquer momento em caso de alertas considerados críticos.

Representantes de diferentes áreas do TSE integrarão a estrutura, que também poderá contar com órgãos externos, entre eles o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Além do monitoramento, o grupo poderá propor protocolos de contingência e recomendações operacionais para reduzir os efeitos de eventos meteorológicos e hidrológicos extremos sobre o processo eleitoral.

Operação será ampliada perto dos turnos.

Candidatos com 60 anos ou mais são 38,4% dos que disputam o Senado em 2026.

Dos 315 registros contabilizados, 121 são de pessoas a partir dos 60 anos, participação superior à observada nas eleições de 2018.

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