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Três ministros devem visitar Mato Grosso do Sul após relatos de ameaças contra indígenas

3 min de leitura
Três ministros devem visitar Mato Grosso do Sul após relatos de ameaças contra indígenas

Após relatos de ameaças contra indígenas, três ministros devem visitar Mato Grosso do Sul neste fim de semana para acompanhar de perto a situação nos municípios onde foram registrados os casos.

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, 18h:40 - A | A.

Agenda prevê passagem por municípios onde foram registradas denúncias; visitas ainda não foram confirmadas oficialmente pelos ministérios.

A informação foi divulgada pelo deputado estadual eleito Tiago Botelho (PT), após receber detalhes de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o parlamentar, devem vir ao Estado o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello; e o ministro da Justiça, Wellington Silva.

De acordo com a previsão de agenda, os representantes do governo federal devem visitar municípios que receberam relatos de ameaças, com o objetivo de verificar a situação das comunidades.

Entre os casos que motivaram a possível visita está a situação de Tacuru, a 427 quilômetros de Campo Grande. O município registrou repercussão após o vazamento de áudios nos quais pessoas mencionam a possibilidade de envenenar a água consumida pela população.

As gravações provocaram reação de lideranças indígenas e levaram o Ministério Público Federal (MPF) a instaurar procedimentos para apurar as denúncias.

O MPF deu prazo de 48 horas para que a Prefeitura de Tacuru apresente informações sobre as providências adotadas para investigar os áudios, esclarecer a autoria e a autenticidade das gravações e garantir a segurança das comunidades indígenas.

Outros órgãos também acionaram a Justiça e solicitaram informações sobre a continuidade dos serviços públicos essenciais prestados aos povos indígenas.

O Ministério Público recomendou que, caso sejam identificados indícios consistentes de participação de servidores municipais nas gravações, a administração instaure imediatamente um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e determine o afastamento cautelar dos investigados.

A Prefeitura de Tacuru anunciou o afastamento dos servidores que teriam feito declarações sobre o possível envenenamento da água. A medida foi comunicada pelo prefeito Rogério Torquetti (PSDB), em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (27).

O prefeito afirmou que tomou conhecimento do caso após a repercussão dos áudios por veículos de comunicação. Em outra manifestação, pediu desculpas pelas declarações e atribuiu os comentários a um contexto de divergências políticas após as eleições, mencionando também a possibilidade de consumo de álcool.

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