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Mato Grosso do Sul

Suspensão de cirurgias cardíacas infantis na Santa Casa completa 30 dias

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Suspensão de cirurgias cardíacas infantis na Santa Casa completa 30 dias

Sem receber novos pacientes, hospital nega fechamento do setor, mas busca profissionais.

A suspensão de cirurgias cardíacas pediátricas eletivas na Santa Casa completou, na segunda-feira (5) 30 dias, sem perspectiva de resolução. Contudo, o hospital afirma que os serviços do setor não foram oficialmente encerrados, já que a direção ainda busca profissionais para recompor a equipe e retomar os procedimentos.

A Santa Casa de Campo Grande segue sem receber novos pacientes para cirurgias cardíacas pediátricas eletivas desde o início de setembro, embora o hospital afirme que o setor não foi oficialmente fechado.

A suspensão ocorre pela falta de cirurgiões: uma profissional pediu rescisão e pretende se aposentar, e o outro médico está afastado por problema grave de saúde.

Crianças já internadas permanecem no hospital, e os novos casos são encaminhados pela regulação do SUS. A direção busca reforçar a equipe, mas não informou prazo para retomar os procedimentos.

Segundo a diretoria clínica, as crianças que já estavam internadas permanecem no hospital e não foram transferidas. Os novos pacientes são encaminhados pela regulação do SUS (Sistema Único de Saúde) para outras unidades de referência.

Quando o tratamento precisa ser feito fora do município de origem, o encaminhamento pode envolver o TFD (Tratamento Fora de Domicílio).

A principal dificuldade, segundo a Santa Casa, é a falta de cirurgiões especializados. Uma profissional pediu para deixar o serviço e manifestou intenção de se aposentar.

A direção tentou negociar a permanência dela e procura alternativas para recompor a equipe. O outro cirurgião, que poderia assumir os atendimentos, está afastado por um problema grave de saúde.

A equipe já havia relatado, no início de setembro, falta de profissionais, materiais e leitos de UTI pediátrica. Em 10 de setembro, a Santa Casa informou que um dos dois cirurgiões estava afastado por motivo de saúde e que a outra profissional havia pedido rescisão contratual.

Em setembro, a Sesau afirmou que a regulação continuava funcionando e que os pacientes estavam sendo encaminhados. O Conselho Municipal de Saúde também discutia alternativas para os casos que precisassem da cirurgia.

Segundo ela, faltavam materiais essenciais para as operações, como marcapassos, próteses e medicamentos, além de profissionais para manter a equipe. A médica disse que permaneceria disponível para atender casos urgentes enquanto não houvesse uma nova equipe.

A falta de leitos de UTI pediátrica também impedia a realização segura dos procedimentos. A Santa Casa tinha 6 leitos, que, segundo Aparecida, permaneciam ocupados por pacientes graves.

Ela afirmou que cirurgias eletivas não eram realizadas desde setembro do ano anterior, porque os casos de urgência e emergência ocupavam a estrutura disponível.

Para a cirurgiã, a decisão de suspender os procedimentos eletivos era necessária para proteger as crianças.

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