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Mato Grosso do Sul

Médico investigado por feminicídio é preso pela 2ª vez

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Médico investigado por feminicídio é preso pela 2ª vez

Mandado de prisão preventiva de João Jazbik Neto, de 78 anos, foi expedido nesta sexta-feira (14).

O médico João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso nesta sexta-feira (14) em Campo Grande, investigado pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos.

O mandado de prisão preventiva foi expedido ainda ontem pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, com tipificação relacionada à Lei do Feminicídio.

Médico de 78 anos foi preso preventivamente em Campo Grande suspeito de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça em maio.

O laudo não identificou marcas de pólvora típicas de suicídio, e a família relatou isolamento e controle sofridos pela vítima. Se confirmado feminicídio, será o 12º caso no Estado em 2025.

Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio, na chácara onde vivia com o marido, no Jardim Veraneio. A ocorrência foi inicialmente tratada como morte suspeita, mas a Polícia Civil passou a investigar a hipótese de feminicídio após identificar inconsistências na dinâmica da morte.

A prisão preventiva ocorre quase três meses após a morte da fisioterapeuta. A investigação é conduzida pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

O exame não identificou marcas de pólvora, fuligem, queimaduras ou outros vestígios esperados nesse tipo de disparo.

A perícia, contudo, não apontou quem realizou o tiro nem concluiu se a morte foi homicídio ou suicídio. A causa da morte foi descrita como traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.

O documento também registrou três hematomas no corpo da fisioterapeuta: um de aproximadamente oito centímetros na região do peito, outro na mão direita e um terceiro na parte da frente da coxa direita.

Para a família, os ferimentos e a conclusão sobre a distância do disparo fragilizam a versão de suicídio e reforçam a necessidade de investigação.

José Flávio também relatou que as conversas com a irmã passaram a ocorrer principalmente por videochamadas e que, em algumas ocasiões, ela interrompia os contatos ao perceber a chegada do marido.

No fim do ano passado, segundo o irmão, Fabíola chorou durante uma chamada e pediu ajuda para deixar o relacionamento. A família chegou a oferecer uma casa no litoral de São Paulo para que ela pudesse recomeçar a vida e voltar a trabalhar como fisioterapeuta.

Durante as diligências na época do ocorrido, a Polícia Civil também identificou indícios de possível fraude processual. Um armário com armas e munições teria sido retirado da casa principal após a morte da fisioterapeuta e levado para outro imóvel da propriedade.

João Jazbik chegou a ser preso anteriormente por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, mas conseguiu habeas corpus e passou a responder por esses crimes em liberdade, mediante medidas cautelares.

Se a morte de Fabíola for confirmada oficialmente como feminicídio, será o 12º caso registrado em Mato Grosso do Sul neste ano, elevando para 21 o número de mortes violentas de mulheres contabilizadas no Estado no período.

O médico passa por audiência de custódia na manhã deste sábado (15).

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.

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