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- Alunos de Campo Grande perguntam a juíza como acionar a Justiça em urgência do SUS.
A última visita foi do juiz Jorge Tadashi Kuramoto, na Escola Estadual Professor Emygdio Campos Widal, no Bairro Vilas Boas, onde estudantes do Ensino Médio participaram de uma conversa sobre Justiça, cidadania e escolhas para o futuro.
Perto do fim do ano letivo, o magistrado foi recebido pelo diretor Alexandre Fagundes Damian e conversou com oito turmas do período matutino, quatro do primeiro ano e quatro do segundo.
A conversa começou de um jeito diferente. Antes de tirar as dúvidas dos alunos, Jorge Tadashi perguntou: “Vocês sabem quem foi o professor Emygdio Campos Widal?”.
O juiz contou que o homem que dá nome à escola é considerado o primeiro professor de música de Campo Grande. Vindo de Corumbá, ele chegou à cidade em 1920 e contribuiu para a formação musical e cultural da população.
A pergunta despertou a curiosidade dos estudantes e abriu caminho para um bate-papo descontraído, no qual o magistrado os incentivou a perguntar sobre qualquer assunto, sem medo de errar.
Escolhas que ajudam a construir o futuro.
Com 25 anos de magistratura em Mato Grosso do Sul, Jorge Tadashi Kuramoto compartilhou experiências pessoais e profissionais, incluindo o momento em que chegou a pensar em desistir do curso de Direito.
Foi no terceiro ano da faculdade, ao conhecer um professor que também era juiz criminal, que ele encontrou inspiração para continuar os estudos. Depois de formado, trabalhou como advogado por três anos, até ingressar na magistratura.
A trajetória mostrou aos jovens que as escolhas profissionais nem sempre acontecem de maneira imediata e que encontrar referências pode ajudar a definir caminhos.
O juiz também incentivou os estudantes a estabelecer objetivos e buscar oportunidades para realizá-los. “Quem não tem meta não sabe o que fazer. Vai vivendo dia a dia.
Passa um ano, dois anos, cinco anos. Enquanto isso, o colega que tinha uma meta foi correndo atrás dela e pode alcançá-la”, disse.
Para explicar a função do juiz, ele usou uma comparação com o futebol. Assim como o árbitro toma decisões que podem desagradar a uma das equipes, o magistrado deve julgar conflitos com independência, mesmo sabendo que nem todos ficarão satisfeitos.
Uma parceria que também cuida dos estudantes.
Durante a visita, o diretor Alexandre Fagundes Damian, que leciona na escola desde 2017 e está na direção desde 2024, agradeceu ao magistrado por outra iniciativa que aproxima o Poder Judiciário da comunidade escolar.
Um exemplo estava sendo preparado naquela manhã. Às vésperas do Enem, que será realizado neste fim de semana, a direção e os professores organizaram kits para os 127 estudantes que farão as provas, com canetas pretas, bolinho, balas, chocolate e mensagens de incentivo.
Alexandre mostrou o material ao juiz e explicou como a economia proporcionada pela parceria com o Judiciário ajuda a tornar possíveis gestos de carinho como esse.
Um semestre de aproximação com os estudantes.
Jorge Tadashi Kuramoto participou de encontros em cinco escolas e conversou com mais de mil estudantes. O presidente da Amamsul, juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, esteve em outras três unidades escolares.
Também integraram o projeto os magistrados Luciano Beladelli, Francisco Soliman, Joseliza Alessandra Vanzela Turine, Tatiana Said, Olivar Augusto Roberti Coneglian e Luciane Buriasco, cada um responsável pela visita a uma unidade escolar.
Ao longo do semestre, os encontros deram aos estudantes a oportunidade de conversar diretamente com juízes, conhecer o funcionamento da Justiça e esclarecer dúvidas sobre direitos, deveres e cidadania.
Mais do que explicar a atuação do Poder Judiciário, o projeto busca aproximar a magistratura da comunidade escolar e contribuir para a formação de jovens, segundo o presidente da Amamsul.
Informações enviadas à redação do A Crítica.
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