Estrutura na Avenida Dr. Nasri Siufi ligava trechos de ciclovia entre Jardim Leblon e São Conrado.
Vinte dias depois de cair durante forte chuva, a ponte localizada na Avenida Dr. Nasri Siufi, entre o Jardim Leblon e o São Conrado, em Campo Grande, continua sem reparos.
A estrutura fazia a ligação entre dois trechos de ciclovia e, com a passagem interrompida, moradores precisam fazer um caminho mais longo ou dividir a calçada com bicicletas.
Com a estrutura caída, quem segue em direção à região central é o mais prejudicado.
No local, a reportagem constatou que, apesar da possibilidade de fazer um desvio maior, ciclistas têm utilizado a calçada para continuar o trajeto. Com isso, bicicletas e pedestres passaram a disputar o mesmo espaço.
Moradora da região, Graciela Ferreira, de 48 anos, costuma utilizar o trecho para fazer caminhadas e conta que a situação dificultou a rotina. “Muitas vezes tem que dar a volta para poder fazer as atividades”, afirma.
Segundo ela, a ponte já apresentava sinais de problemas antes de ceder. “Já estava dando sinal. É uma preocupação para a gente, porque somos moradores daqui e usamos para lazer, para caminhar”, relata.
Graciela também chama atenção para o risco provocado pelo compartilhamento da calçada entre quem caminha e quem pedala. “Tem que estar bem atento para não ser atropelado.
Principalmente essas bicicletas elétricas. É muito perigoso”, diz.
A cuidadora Regina de Oliveira, de 34 anos, utilizava a ponte diariamente como atalho para chegar ao trabalho. Agora, precisa mudar o percurso. “Eu passava aqui todo dia para ficar mais rápido para ir para o serviço.
Agora tem que vir por cima e dar a volta”, conta.
Regina lembra que a estrutura caiu em um dia de chuva intensa e que, pouco antes, chegou a comentar sobre o risco de atravessar o local durante o temporal. “A gente passava ali e eu falei: ‘Imagina se a gente está atravessando ali’.
Nós passamos debaixo de chuva. No outro dia, já estava caída”, relata.
Desde a queda, a estrutura permanece sem reparos e a passagem continua interrompida. A reportagem procurou a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para saber quando os trabalhos de recuperação serão iniciados e qual a previsão para a liberação do trecho e aguarda retorno.
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