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Mato Grosso do Sul

EUA dizem que respeitarão eleição no Brasil se disputa for ‘livre e justa’

Departamento de Estado nega intenção de interferir na eleição brasileira, enquanto Planalto acusa governo Trump de atos hostis

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EUA dizem que respeitarão eleição no Brasil se disputa for ‘livre e justa’

O governo dos Estados Unidos afirmou que respeitará o resultado da eleição presidencial brasileira desde que a disputa seja considerada “livre e justa”, em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Washington e Brasília.

A manifestação foi feita por uma autoridade do Departamento de Estado, sob condição de anonimato, após o Palácio do Planalto acusar a administração de Donald Trump de tentar interferir no processo eleitoral do Brasil.

Segundo a autoridade norte-americana, os Estados Unidos respeitarão a escolha dos brasileiros feita por meio “de eleições livres e justas no Brasil”. O representante também afirmou que Washington já manteve relações com governos brasileiros de diferentes posições políticas e classificou esses relacionamentos como “muito bem-sucedidos”.

A manifestação ocorre após uma sequência de atritos entre os dois governos. Para integrantes da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ações recentes dos Estados Unidos indicariam uma tentativa de reunir elementos para questionar a transparência e a segurança do sistema brasileiro de urnas eletrônicas.

Dois diplomatas tiveram vistos negados pelo Itamaraty, segundo o material divulgado. Planalto fala em interferência eleitoral Na semana passada, a Presidência da República reagiu ao cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, classificando a medida como uma atitude de caráter ideológico.

Em eventos recentes, o presidente criticou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a quem acusou de “odiar o Brasil” e a América Latina, além de chamá-lo de “latino-americano frustrado”.

Lula também afirmou que poderia ser beneficiado eleitoralmente caso os Estados Unidos enviassem uma autoridade para participar de um palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado no material como seu principal adversário na disputa presidencial.

O presidente declarou posteriormente que pretendia voltar a conversar por telefone com Donald Trump, mas, até o momento mencionado no texto original, a ligação ainda não havia ocorrido.

Amorim critica postura dos Estados Unidos A tensão diplomática também foi abordada pelo ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto.

Na quarta-feira (12), Amorim afirmou que os Estados Unidos estariam agindo contra a soberania brasileira ao divulgar um vídeo do Departamento de Estado sobre o chamado “domínio americano” nas Américas, conteúdo associado no material à Doutrina Monroe.

O assessor presidencial classificou a relação entre os dois países como uma “escalada de hostilidades” e disse que a administração Trump atua com “opacidade total” em relação ao Brasil.

Apesar das acusações do governo brasileiro, o Departamento de Estado negou que tenha como objetivo interferir no processo eleitoral e indicou que reconhecerá a escolha feita nas urnas, condicionando a posição à realização de uma eleição que considere livre e justa.

Planalto fala em interferência eleitoral.

Amorim critica postura dos Estados Unidos.

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