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Mato Grosso do Sul

Delegado da PF é alvo de operação por suspeita de vender informações sigilosas

José Navas Júnior teria consultado sistemas internos e repassado dados de investigações em troca de propina; Justiça suspendeu o exercício da função

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Delegado da PF é alvo de operação por suspeita de vender informações sigilosas

A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior paulista.

A Justiça também determinou a suspensão do exercício da função pública do delegado e proibiu o acesso dele às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da PF.

De acordo com a investigação, o esquema funcionaria pelo menos desde 2023. O delegado teria utilizado o acesso aos sistemas corporativos para realizar consultas direcionadas a pessoas e procedimentos que estavam sob investigação.

As informações seriam posteriormente repassadas aos próprios investigados.

Na prática, segundo a apuração, o acesso antecipado aos dados permitiria aos beneficiários adotar medidas para dificultar ou até frustrar diligências policiais.

Entre os alvos da operação estão ainda empresários e advogados apontados como intermediários dos pagamentos, além de investigados que, conforme o material da apuração, teriam pago pelas informações.

Os valores seriam repassados de maneira fracionada e dissimulada ao delegado.

A investigação citada no material original aponta que os dados poderiam beneficiar empresários investigados em casos envolvendo contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos.

A própria Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados e dimensionar os possíveis danos causados às apurações que teriam sido comprometidas.

Os fatos são investigados, em tese, como violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

A Operação Sinon é conduzida pela própria Polícia Federal, corporação à qual pertence o delegado investigado. José Navas Júnior é identificado por reportagens sobre a operação como o servidor atingido pelas medidas judiciais.

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