A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A petição busca reverter a prisão preventiva de Vorcaro, alegando violações de direitos durante a investigação.
- A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
- A petição busca reverter a prisão preventiva de Vorcaro, alegando violações de direitos durante a investigação.
- O documento aponta condições inadequadas de detenção, vazamento de conversas e demora na análise do pedido de soltura.
- A CIDH não pode revogar a prisão, mas o recurso visa pressionar autoridades brasileiras a analisar a situação do banqueiro.
- Os processos da Operação Compliance Zero, que envolvem Vorcaro, estão sob responsabilidade do presidente do STF, Edson Fachin.
- Vorcaro está preso preventivamente desde março e foi indiciado por crimes financeiros com penas que podem chegar a 42 anos.
O documento aponta condições inadequadas de detenção, vazamento de conversas e demora na análise do pedido de soltura. A CIDH não pode revogar a prisão, mas o recurso visa pressionar autoridades brasileiras a analisar a situação do banqueiro.
Os processos da Operação Compliance Zero, que envolvem Vorcaro, estão sob responsabilidade do presidente do STF, Edson Fachin. Vorcaro está preso preventivamente desde março e foi indiciado por crimes financeiros com penas que podem chegar a 42 anos.
Segundo informações do Blog do Fausto Macedo, do Estadão, a petição foi apresentada nesta segunda-feira (2) e aponta supostas violações de direitos durante a investigação.
Os advogados pedem que o órgão, vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), intervenha junto ao Estado brasileiro para garantir uma análise do pedido de liberdade do empresário.
No documento, a defesa apresenta sete alegações de descumprimento de direitos, entre elas condições inadequadas de detenção, vazamento de conversas íntimas extraídas do celular apreendido e demora na análise do pedido de soltura.
Os advogados também solicitam a retirada de comunicações privadas dos autos e a preservação dos dados originais utilizados como provas na investigação. A Comissão Interamericana pode analisar denúncias de violações de direitos humanos, mas não tem autoridade para determinar diretamente a revogação de uma prisão pelo Judiciário brasileiro.
Por isso, o recurso também funciona como uma forma de pressionar as autoridades a examinar a situação do banqueiro. A defesa solicita que Vorcaro seja colocado em liberdade mediante medidas cautelares ou que um juiz competente decida sobre o pedido em até cinco dias.
A demora na análise está relacionada à tramitação dos processos da Operação Compliance Zero. Em setembro, os procedimentos foram encaminhados à Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), para avaliação de questões envolvendo a relação de Vorcaro com ministros da Corte.
Desde então, pedidos de liberdade apresentados por investigados presos permanecem sem resposta. Na semana passada, o presidente do tribunal, Edson Fachin, decidiu manter os processos sob sua responsabilidade por 90 dias e assumir a análise das solicitações consideradas urgentes.
Vorcaro está preso preventivamente desde março, por determinação do ministro André Mendonça. Na semana passada, a Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito envolvendo o empresário e o indiciou por crimes financeiros cujas penas, somadas, podem chegar a 42 anos de prisão.
O procedimento deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar se apresenta denúncia à Justiça. Em nota, os advogados afirmaram que o banqueiro colaborou com as investigações e respondeu às perguntas em quatro depoimentos, sem recorrer ao direito de permanecer em silêncio.
A defesa sustenta que o pedido não busca tratamento privilegiado, mas o cumprimento das garantias legais. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro negou ter cometido crimes e afirmou que não provocou prejuízos ao Banco de Brasília (BRB).
Com informações do Blog do Fausto Macedo, do Estadão.
Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…