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Mato Grosso do Sul

Defesa de influenciadora que agrediu shih-tzu de 40 dias alega transtornos psiquiátricos e pede liberdade

Antes de ser presa, Gabriela Cervantes publicou vídeo negando ter maltratado a filhote e disse que estava apenas 'brincando'. Defesa afirma que ela faz tratamen

3 min de leitura
Defesa de influenciadora que agrediu shih-tzu de 40 dias alega transtornos psiquiátricos e pede liberdade

Influencer é presa após gravar e postar vídeo chutando filhote de cachorro em MS.

A defesa da influenciadora Gabriela Cervantes Pereira, presa após aparecer em vídeos arremessando e chutando uma filhote de shih-tzu de 40 dias, alegou que ela possui transtornos psiquiátricos e pediu à Justiça que responda ao caso em liberdade.

Em nota ao g1, a defesa afirmou que Gabriela faz tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Aquidauana (MS) e que o quadro de saúde mental deve ser considerado na apuração.

Documentos anexados ao processo mostram que ela é acompanhada pela unidade e faz uso de medicamentos controlados. Veja a nota na íntegra no fim da reportagem.

Os autos também reúnem vídeos publicados por Gabriela antes de ser presa, nos quais ela aparece com a cachorra no colo, nega ter cometido as agressões e afirma que o animal estava saudável.

Na gravação, Gabriela afirma que a cachorra, então chamada Pandora, havia sido levada ao veterinário e a um pet shop e não estava machucada. Ela também pede desculpas a quem, segundo ela, teria “entendido errado” o vídeo.

Após ser localizada pela Polícia Civil, Gabriela admitiu ter produzido os vídeos e afirmou aos investigadores que as agressões teriam sido feitas “com o intuito de brincadeira”, segundo os autos.

Nas imagens que provocaram as denúncias, a influenciadora aparece segurando a filhote e a arremessando no chão, de uma altura próxima à cintura. Em seguida, chuta o animal, que fica acuado.

Durante a gravação, Gabriela diz: “Vai, vai, vai. Chama o delegado, chama o delegado para pagar seu veterinário. Chama, chama, chama”.

Defesa alega transtornos psiquiátricos.

No pedido de liberdade, a defesa afirma que Gabriela possui transtorno de personalidade borderline e episódio depressivo grave e sustenta que o quadro afeta o “discernimento e a estabilidade comportamental” dela.

Documentos anexados ao processo mostram que Gabriela iniciou acompanhamento no CAPS em maio de 2025, com psicoterapia e atividades terapêuticas, além do uso de medicamentos controlados.

Os registros apontam os códigos CID F63 e F60. 9 ainda “em investigação”.

A defesa argumenta ainda que Gabriela tem residência fixa, não possui condenação penal definitiva e que a filhote já está afastada dela.

O advogado pediu liberdade provisória sem fiança. Caso a Justiça entenda pela aplicação de restrições, a defesa sugeriu medidas como comparecimento periódico em juízo e proibição provisória de manter animais domésticos sob sua guarda.

A shih-tzu foi resgatada pela Polícia Civil após a repercussão dos vídeos. Quando os investigadores chegaram à casa de Gabriela, encontraram a filhote apática e amedrontada.

A cachorrinha recebeu o nome de Esther e está temporariamente na casa da delegada Tatiana Zyngier, que acompanhou o caso e pretende viabilizar a adoção definitiva do animal.

Gabriela foi presa em flagrante por maus-tratos contra cão. O crime prevê pena de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição da guarda.

A Polícia Civil pediu à Justiça que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva. A defesa, por outro lado, pediu liberdade provisória sem fiança.

Até a última atualização desta reportagem, a Justiça ainda não havia decidido se Gabriela permaneceria presa ou responderia ao caso em liberdade. O processo foi encaminhado ao Ministério Público nesta quinta-feira (10).

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