A Huawei e a Qualcomm anunciaram um acordo de vários anos para licenciamento cruzado de tecnologias em áreas como inteligência artificial, computação, redes e 5G.
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- intercâmbio tecnológico entre Huawei e Qualcomm.
- aquisição de ativos da empresa chinesa pela Qualcomm.
- reconhecimento mútuo de contribuições para o desenvolvimento do 5G.
- adoção de critérios considerados justos e não discriminatórios no licenciamento.
A negociação também prevê a compra, pela empresa americana, de determinados ativos da Huawei nos Estados Unidos.
A transação ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores. Para a Huawei, o acordo representa o reconhecimento de sua propriedade intelectual após anos de investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
O negócio estabelece licenças mútuas entre os portfólios das duas empresas. A Qualcomm também comprará ativos da Huawei nos EUA relacionados a computação, inteligência artificial, redes e outras tecnologias.
Este é o primeiro acordo entre Huawei e Qualcomm que abrange tecnologias 5G. As empresas afirmam que a negociação seguirá os princípios FRAND, sigla em inglês para práticas de licenciamento justas, razoáveis e não discriminatórias.
Os valores envolvidos e a duração exata do acordo não foram divulgados. Alan Fan, diretor de Propriedade Intelectual da Huawei, destacou o reconhecimento das contribuições das duas companhias para o setor.
John Han, vice-presidente executivo e gerente-geral da Qualcomm Technology Licensing, ressaltou a atuação da empresa no desenvolvimento de tecnologias de comunicação sem fio.
Huawei amplia receita com propriedade intelectual.
A empresa afirma que essa atividade gera receita positiva desde 2021. O resultado vem após anos de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que ganharam importância diante das restrições comerciais dos Estados Unidos.
Em vigor desde 2019, essas medidas limitaram a capacidade da Huawei de adquirir chips avançados e softwares essenciais. Nesse cenário, a exploração comercial de sua propriedade intelectual passou a representar uma fonte de receita para a companhia.
O acordo também se encaixa nos esforços da Huawei para fortalecer sua atuação no setor de chips. A empresa busca ampliar seu portfólio para diminuir a distância em relação à TSMC, de Taiwan.
Entre os principais pontos da negociação estão.
A conclusão da negociação, porém, continua condicionada às aprovações regulatórias necessárias.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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