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Esquema usa TikTok, Telegram e PIX para vender material de abuso sexual infantil

Investigação mostra como criminosos usam TikTok para atrair compradores e levam negociações para o Telegram por meio de pagamentos via PIX.

2 min de leitura
Esquema usa TikTok, Telegram e PIX para vender material de abuso sexual infantil

O esquema envolve movimentações financeiras via PIX, bancos digitais e criptomoedas. Segundo a Polícia Federal, o uso de contas em nome de terceiros não impede a identificação dos envolvidos nem o rastreamento das transações.

  • Disque 100, que recebe denúncias anônimas de violações de direitos humanos.
  • Polícia Militar, pelo 190, em situações de risco imediato.
  • Samu, pelo 192, para pedidos de socorro urgentes.
  • qualquer delegacia de polícia ou unidades especializadas.
  • Ministério Público e outros canais oficiais de denúncia.
  • Tesla é julgada por acusações de discriminação racial contra trabalhadores negros nos EUA.
  • Discord classifica como baixo o risco de suicídio entre adolescentes mesmo após caso que levou a suspensão no Brasil.
  • Pisa 2025: 17% dos estudantes brasileiros sofrem bullying; cyberbullying atinge 3%.

Antes de fechar o negócio, os suspeitos costumam enviar uma prévia por meio de vídeo autodestrutivo, que desaparece após a primeira visualização. Depois da confirmação do pagamento, os arquivos são enviados no chat ou em grupos privados.

Contas de terceiros e rastreamento das transações.

Segundo investigadores da Polícia Federal, criminosos usam contas bancárias de ex-namoradas ou das próprias crianças e adolescentes vítimas dos abusos para tentar esconder a ligação entre os autores dos crimes e o dinheiro movimentado.

A investigação também identificou o uso de bancos digitais e fintechs. Em alguns casos, segundo a PF, redes criminosas chegam a criar empresas do setor financeiro para movimentar recursos sem guardar dados ou responder às autoridades.

Em um dos casos, uma chave PIX fornecida pelo criminoso usava um endereço de e-mail com domínio da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul. A pasta informou que entrou em contato com as autoridades para apurar o caso.

O uso do PIX, porém, não impede o rastreamento. Os dados da conta de quem faz o pagamento ficam registrados e podem ser utilizados pela polícia para identificar os compradores.

Bancos também podem considerar suspeitas transações atípicas ou realizadas a partir de diferentes regiões e, nesses casos, bloquear as contas.

Para denunciar casos de abuso e violência contra crianças ou adolescentes, estão disponíveis os seguintes canais.

O TikTok disse que remove rapidamente conteúdos desse tipo e bane permanentemente as contas envolvidas.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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