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Inteligência Artificial

Em resposta aos EUA, China exige respeito na corrida da IA

Pequim criticou o plano de Washington de barrar aliados que fecharem acordos com o governo chinês e defendeu a liberdade de escolha

2 min de leitura
Em resposta aos EUA, China exige respeito na corrida da IA

A China reagiu ao plano dos Estados Unidos de forçar outros países a escolherem um lado na corrida da inteligência artificial (IA). O governo chinês defendeu, nesta quarta-feira (19), que a soberania digital de cada nação precisa ser respeitada.

O posicionamento ocorre após a divulgação de um documento do governo americano que ameaça excluir de parcerias internacionais os países que também se aliarem a Pequim.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China disse ser contra a divisão do setor tecnológico em blocos rivais.

Corrida da IA: China rejeita criação de blocos na tecnologia.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, criticou a tentativa de pressionar outros governos no setor de tecnologia. “Cada país tem o direito de escolher seus parceiros com base em suas condições nacionais e necessidades de desenvolvimento”, disse o porta-voz, segundo a Reuters.

A declaração responde a um rascunho interno do Departamento de Estado dos Estados Unidos obtido pela imprensa. O documento envia um alerta a cerca de 35 países que demonstraram interesse em colaborar com Washington na área de inteligência artificial.

O governo americano quer impedir que seus aliados participem simultaneamente de acordos promovidos pela China. As nações que assinarem projetos com Pequim poderão ser banidas de alianças estratégicas lideradas pelos Estados Unidos.

De um lado, os EUA impulsionam a iniciativa Pax Silica para proteger a cadeia de suprimentos de microchips e minerais críticos. Do outro lado, a China criou a Organização Mundial de Cooperação em IA para expandir o acesso aos seus próprios modelos.

A rivalidade entre as duas potências amplia o debate sobre a segurança global e o avanço da tecnologia. Para a diplomacia chinesa, impor barreiras e barrar a cooperação internacional prejudica o progresso científico global.

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

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