A homenagem é especialmente relevante porque o WME Awards é a única premiação brasileira criada com o intuito de laurear somente o trabalho de mulheres na música do Brasil.
Quando a premiação ocorrer, Alaíde já estará com 91 anos, pois a cantora nasceu em 8 de dezembro de 1935. E, desses 91 anos, mais de 70 foram dedicados à música.
Aliás, como a cantora lançou o primeiro single em 1956, a premiação também comemora os 60 anos de carreira fonográfica que ganhou novo impulso nos correntes anos 2020, década em que a artista tem lançado um disco por ano.
É preciso ressaltar que Alaíde Costa cruzou a linha dos 90 anos em plena atividade. A cantora até poderia estar vivendo do passado coerente e honrado, mas Alaíde está em movimento.
Enquanto apronta álbum com o pianista André Mehmari para 2027, a artista aguarda o lançamento, em novembro, de outro álbum, “Meu vício na dor de amar demais” , este com músicas inéditas, como o samba-canção “A falta que não me faz”, presente de Adriana Calcanhotto para a cantora.
Até por isso esse prêmio é importante, pois coroa uma trajetória incessante, sempre pautada pela arte, jamais pelo mercado. De 1956, ano do single inicial, até este ano de 2026, ocupado com a gravação de dois álbuns, o canto de Alaíde Costa permaneceu imaculado, indomado, imune às pressões da indústria do disco e às músicas de baixo quilate melódico e poético.
Desafiando o império masculino dessa indústria, Alaíde Costa jamais baixou a cabeça e sempre gravou somente o que quis e como quis. Merece todos os prêmios por isso e por muito mais.
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