Afinal, ao longo de mais de 50 anos de carreira iniciada como pianista, Roberto Tibiriçá esteve na direção de orquestras relevantes como a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Sinfônica Heliópolis, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica do Paraná.
Durante todo esse tempo como maestro e regente titular, Tibiriçá ainda promoveu conexões da música erudita com a música popular do Brasil, tendo trabalhado ocasionalmente com grandes nomes da MPB em concertos destinados a um público mais amplo.
Como regente de alguns concertos do projeto Aquarius, por exemplo, o maestro dos sons eruditos se conectou com cantores como Lenine, Adriana Calcanhotto e Luedji Luna.
Tibiriçá apreciava a mistura de estilos.
Outra contribuição de Roberto Tibiriçá na área fonográfica, já como um dos diretores da gravadora Copacabana, foi avalizar um dos últimos álbuns da pianista fluminense Magda Tagliaferro (1893 – 1986), “Gravado em recital”, disco editado em 1979 com título alusivo ao fato de ter sido gravado ao vivo em concerto no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na cidade de São Paulo (SP).
Enfim, Roberto Tibiriçá deixa legado inestimável ao sair de cena aos 72 anos, em plena atividade profissional.
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