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Eleições 2026

Vereadora do PT é atacada durante carreata em Montes Claros

Iara Pimentel afirmou que a agressão é incompatível com a democracia, defendeu a liberdade de manifestação política e cobrou “investigação rigorosa, apuração do

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Urna eletrônica — Eleições 2026

Em Montes Claros (MG), a vereadora Iara Pimentel (PT) foi atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de ontem e teve de deixar o local em uma ambulância do Samu.

Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos.

A vereadora afirmou que a agressão é incompatível com a democracia, defendeu a liberdade de manifestação política e cobrou “investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos”.

Também afirmou que a violência política não pode ser naturalizada e que nenhuma divergência justifica agressões.

O episódio de Montes Claros foi citado também pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que classificou a agressão sofrida por Iara Pimentel como “inadmissível”.

Ela afirmou que “a democracia não combina com pedras, ameaças e agressões” e manifestou solidariedade à vereadora e às demais pessoas feridas, defendendo a responsabilização dos autores.

A parlamentar já havia denunciado ser alvo de violência política, a ponto de ter de desativar sua conta no X após sucessivas ameaças de morte e estupro.

Ana Elisa afirmou que recebia ataques "a cada dois minutos", declarou estar "totalmente vulnerável" e informou ter levado o caso à Polícia Civil de Minas Gerais.

As mensagens continham conteúdos racistas, misóginos e de violência sexual.

Diante das ameaças sofridas, a deputada eleita foi incluída no Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais.

Após votar em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou episódios de violência registrados durante a campanha e defendeu a convivência democrática entre pessoas com opiniões políticas, religiosas e visões de mundo diferentes.

O presidente afirmou que divergências políticas não podem resultar em agressões. “A coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”, disse o presidente, citando o caso da vereadora mineira.

Ameaças a servidores da Justiça Eleitoral.

Há também relatos de ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral. A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) divulgou nota de repúdio às intimidações que vêm sendo feitas desde o primeiro turno das eleições.

Diante da situação, tem cobrado a responsabilização dos envolvidos.

A União Brasileira de Mulheres do Distrito Federal (UBM-DF) denunciou, na véspera do segundo turno, agressão contra sua presidenta, Maria das Neves Filha, e contra a presidenta da Mocidade do Gama, Edilamar Melo.

O caso ocorreu durante uma atividade de panfletagem em frente ao CEMI-Gama e foi registrado em vídeo. Segundo a entidade, o homem identificado é policial militar aposentado e teria arremessado uma mesa e derrubado materiais da atividade.

A UBM-DF informou ter registrado boletim de ocorrência, anunciado medidas judiciais e divulgado vídeo do episódio. Na nota, a entidade afirma que “não podemos naturalizar a barbárie e a violência contra mulheres” e caracteriza o caso como violência política de gênero.

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