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Corumbá - MS | Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 | 15:26

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Eleições 2026

TSE mantém mandato de mulheres em chapas com fraude à cota no Amapá

2 min de leitura
Urna eletrônica — Eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu em sessão nesta 5ª feira (5.nov. 2025) que mulheres eleitas que não tenham envolvimento direto com fraude à cota de gênero podem ter seus mandatos mantidos.

Tribunal analisou caso específico das eleições estaduais no Estado e abriu precedente; decisão altera entendimento da própria Corte.

A Lei das Eleições determina que os partidos precisam garantir ao menos 30% de candidaturas de cada gênero.

A decisão contraria entendimento anterior da própria Corte de que a fraude derruba toda a chapa, anula todos os votos e leva à rejeição do Drap (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) do partido –documento com informações sobre a regularidade da chapa apresentada.

Com o novo entendimento, o Drap é mantido e os votos recebidos por mulheres que não participaram da fraude são mantidos.

Para isso, os votos atribuídos a candidaturas masculinas e fictícias são convertidos em votos do partido. Já os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário ficam inalterados, o que permite a manutenção dos mandatos de mulheres eleitas.

O TSE analisou um processo sobre as eleições estaduais do Amapá e abriu um precedente na Corte que deve orientar a análise de outros casos. A validação dos votos, contudo, não é automática e os questionamentos deverão continuar sendo analisados individualmente pelo Tribunal.

O caso analisado nesta 5ª feira (5.nov) trata de fraude à cota de gênero nas candidaturas a deputado estadual pelo Podemos no Amapá. Segundo o Ministério Público Eleitoral, 3 candidatas fictícias foram registradas só para cumprir o percentual mínimo de mulheres, sem participação efetiva na disputa.

Em junho, o relator do caso, ministro André Mendonça, votou pelo reconhecimento da fraude e pela cassação dos mandatos dos homens que disputaram o cargo de deputado estadual pelo Podemos.

O ministro, contudo, votou para preservar o mandato de Zeneide Costa ao entender que ela não participou da irregularidade. A maioria dos integrantes do TSE acompanhou Mendonça e fixou novo entendimento.

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