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Eleições 2026

Milei reproduz mentiras sobre urnas e tenta interferir no processo eleitoral brasileiro, diz Itamaraty

Ministério das Relações Exteriores divulgou nota em reação a um post do argentino no X. Milei disse esperar que a campanha de Lula não utilize 'artimanha' para

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Milei reproduz mentiras sobre urnas e tenta interferir no processo eleitoral brasileiro, diz Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta terça-feira (20) que recentes declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra as eleições do Brasil configuram "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro.

A nota é uma reação a uma postagem de Milei em uma rede social, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e diz esperar que "a última artimanha suja da campanha" do petista "não envolva roubar a eleição.

Progressistas machistas. Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de serem misóginos. A máscara desses criminosos está caindo... Espero que a última artimanha da campanha suja deles não envolva roubar a eleição.

esquerdista ladrão", afirmou Milei em uma rede social.

Ao SBT, Lula comentou na segunda-feira (19) sobre a escala 6x1 e sobre como, na visão dele, a jornada impacta a vida das mulheres.

Vamos ser francos. Nós não podemos continuar numa escala de trabalho em que as pessoas trabalham seis dias e descansam só um. E você sabe que no caso das mulheres o dia que ela fica em casa é o dia que ela mais trabalha", disse Lula em trecho destacado na postagem do presidente argentino.

Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo.

A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25", pontua o comunicado do Itamaraty.

Segundo a pasta, o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e teve a sua lisura confirmada por observadores internacionais de diversas partes do mundo logo no primeiro turno das eleições.

As novas críticas de Milei ocorrem a poucos dias do segundo turno das eleições brasileiras e são mais um atrito diplomático entre os países.

Direitista, o presidente da Argentina é apoiador de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.

A crise diplomática entre Brasil e Argentina foi motivada pelo rebaixamento das relações bilaterais determinado pelo governo brasileiro, em resposta aos frequentes ataques verbais do presidente Javier Milei ao presidente Lula.

Como sinal de forte descontentamento, o embaixador brasileiro na Argentina foi chamado para consultas em Brasília, medida que o Itamaraty manteve até que cessem as ofensas consideradas inéditas e grosseiras.

Do lado argentino, após divergências iniciais sobre a condução institucional do atrito, o chanceler Pablo Quirno manifestou publicamente a expectativa de que a transformação ideológica regional também alcance o Brasil.

Desde então, não houve avanços ou iniciativas de reaproximação entre os dois países.

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