Quase 400 escolas de ensino médio estão fechadas nesta sexta-feira (2) na França, após uma semana de protestos estudantis que deixaram dezenas de funcionários do setor da educação feridos e quase 2.
O movimento começou na semana passada, na região de Paris, e se espalhou rapidamente por todo o país entre os alunos.
Durante os protestos, os estudantes bloquearam os acessos às escolas e protagonizaram, em algumas ocasiões, confrontos com a polícia que resultaram em imagens de barricadas em chamas e veículos incendiados (veja vídeo acima).
Os manifestantes reclamam de jornadas excessivamente longas, de condições inadequadas nas salas de aula (quentes demais no verão, por exemplo) e de ausências excessivas de professores.
Entenda a comparação com a situação do Brasil.
O governo do presidente de centro-direita Emmanuel Macron reconhece que as reivindicações do movimento são legítimas, mas a violência, não.
O ministro da Educação, Edouard Geffray, afirmou que "o movimento está sendo sequestrado por grupos marginais ultraviolentos.
Ele disse que o governo prevê que quase 400 dos 3. 700 colégios do ensino médio permanecerão fechados nesta sexta-feira.
Muitas escolas organizarão aulas de forma remota, especialmente na cidade de Marselha (sul), a segunda mais populosa da França, onde os protestos provocaram na quinta-feira a interrupção dos transportes públicos.
Pelo menos 65 profissionais da educação ficaram feridos nos protestos, incluindo 40 diretores de escolas, informou o ministro Geffray.
O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, afirmou que pediu aos promotores que responsabilizem os pais pelos danos causados pelos filhos durante as manifestações e que "paguem pelos reparos.
Desde o início do movimento, quase 2. 000 pessoas foram detidas pela polícia, das quais 90% eram menores de idade", declarou à rádio RTL.
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