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Economia

Waymo dobra gastos com lobby em batalha dos táxis autônomos com a Uber

Empresa controlada pela Alphabet busca convencer reguladores dos EUA a abrir caminho para serviço sem motorista

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A Waymo aumentou significativamente seus gastos com lobby enquanto tenta convencer os reguladores dos EUA a abrir caminho para serviços de táxi totalmente autônomos, intensificando sua disputa com a rival Uber pelo futuro dos robotáxis.

O aumento do lobby ocorre enquanto Waymo e Uber defendem visões concorrentes para o futuro do transporte por aplicativo. A Waymo quer um caminho mais rápido para serviços comerciais totalmente sem motorista, enquanto a Uber defende uma implementação gradual, na qual os robotáxis operem ao lado de motoristas humanos.

As estratégias legislativas divergentes contribuíram para o desgaste da relação entre as empresas. O jornal Financial Times informou no mês passado que a Waymo avaliava opções para deixar sua parceria com a Uber em Austin e Atlanta, onde o grupo de transporte por aplicativo opera seus serviços.

As duas intensificaram o lobby e estão entrando em choque, o que agora parece estar acelerando o divórcio", afirmou Walter Piecyk, analista da LightShed Partners.

Ambas as empresas fazem lobby agressivo em vários estados dos EUA e em Washington, D. C., depois que a resistência à tecnologia paralisou sua expansão para mercados como Nova York e Chicago.

Políticos e grupos trabalhistas alertam que ela pode substituir motoristas e prejudicar os serviços existentes.

No âmbito local, a operadora de robotáxis gastou mais do que a Uber e a Zoox em lobby junto aos legisladores do Distrito de Colúmbia. A empresa pressionou os reguladores locais para que permitissem serviços de robotáxi na capital do país, inclusive convidando moradores, no início deste ano, a enviar manifestações de apoio à implementação.

No estado de Nova York, a Waymo já gastou mais de meio milhão de dólares neste ano —mais que o dobro dos gastos da Uber com lobby— enquanto tenta conquistar espaço em um dos maiores mercados de táxi.

Seu lobby no estado se intensificou depois que a governadora Kathy Hochul recuou, no início deste ano, em propostas que teriam permitido a empresas de veículos autônomos operar serviços na maior parte do estado.

Em Nova Jersey, a empresa procurou parlamentares que avaliam um programa-piloto de três anos para testar a implementação.

Em comunicado, a Waymo afirmou que defendia a implementação de veículos autônomos e que não buscava medidas que limitassem concorrentes ou "prescrevessem" como a tecnologia deveria ser adotada.

O grupo de transporte por aplicativo alertou vários estados governados por democratas contra uma implementação irrestrita e, em vez disso, fez lobby pelas chamadas redes híbridas, que direcionam corridas tanto a motoristas humanos quanto a veículos autônomos.

Em Nova Jersey, lobistas da Uber propuseram que qualquer plataforma que ofereça serviços de robotáxi também utilize motoristas humanos em pelo menos 85% de todas as corridas durante um programa-piloto de três anos.

Críticos acusaram a Uber de tentar capturar a regulação ao buscar manter as corridas fluindo por sua plataforma, enquanto enfrenta uma concorrência cada vez maior.

A Uber afirmou ser falsa a alegação de que seria "contra os veículos autônomos ou estaria tentando desacelerar sua implementação". Segundo a empresa, as redes híbridas "levam a tecnologia aos consumidores mais cedo, ao mesmo tempo que oferecem aos formuladores de políticas públicas uma estrutura prática para administrar a transição.

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