Mattar, que chegou a ocupar o cargo de secretário do Ministério da Economia durante o governo Bolsonaro, destinou suas doações a candidaturas do legislativo neste ano.
As doações diretas a candidatos costumam ser vistas como um apoio que vai além do suporte financeiro. Alguns casos acabam gerando grande repercussão nas redes sociais, com exposição do doador e da empresa, já que o gesto é interpretado como endosso do empresário ao político.
Um dos casos mais notórios foi Luciano Hang, dono da rede Havan, que se posicionou como um dos maiores apoiadores do bolsonarismo no setor privado desde a eleição de 2018.
Neste ano, Hang não realizou nenhuma doação direta a Flávio Bolsonaro. O empresário financiou apenas candidatos a deputado e senador.
A reportagem procurou a assessoria de Hang para questionar por que decidiu não financiar a campanha de Flávio, mas ele não comentou o assunto.
Em janeiro de 2023, Hang se pronunciou sobre a vitória de Lula, reconhecendo o resultado e desejando sorte "ao piloto". Desde então, adotou postura mais discreta, evitando posicionamento sobre os temas político-partidários.
O mesmo aconteceu com os produtores rurais Hugo de Carvalho Ribeiro (da Amaggi), Oscar Luiz Cervi (Grupo Cervi), Cornélio Adriano Sanders (Grupo Progresso).
Em comunicado enviado para a reportagem, a assessoria de Cornélio Sanders disse que, neste momento, ele "optou por manter uma posição de neutralidade em relação ao processo eleitoral, não se manifestando sobre apoio a candidaturas específicas.
Em nota, afirma que "prefere não comentar decisões de caráter pessoal relacionadas a doações ou participação em campanhas eleitorais" e que "a posição adotada busca preservar essa neutralidade, sem qualquer juízo em relação a candidatos, partidos ou grupos políticos.
A Folha tentou contato com os outros empresários citados, mas não teve resposta.
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