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Economia

TSE dá andamento a ação contra Lula e Alckmin por desfile na Sapucaí

Novo questiona homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente e aponta uso de recursos públicos em possível promoção eleitoral

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar prosseguimento a uma ação apresentada pelo Novo contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por causa do desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano.

A informação foi confirmada pela CNN Brasil.

A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, que entendeu haver elementos suficientes para que as acusações sejam analisadas.

Lula e Alckmin foram intimados a apresentar defesa em até cinco dias.

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A medida não significa que o tribunal tenha reconhecido a existência de irregularidades. Nesta etapa, o TSE apenas autorizou a continuidade do processo.

O ponto central da ação é o desfile levado à Marquês de Sapucaí em fevereiro, com um enredo inspirado na trajetória pessoal e política de Lula. Para o Novo, a apresentação ultrapassou o campo cultural e funcionou como promoção da imagem do presidente em um momento anterior ao início oficial da campanha.

TSE manda retirar vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lula ao PCC e ao CV.

A maioria dos ministros considerou que a publicação extrapolou os limites da disputa eleitoral ao sugerir uma ligação entre Lula e facções.

PT afirma que lançamento de campanha de Lula em SP teve 40 mil pessoas.

Partido impediu que jornais e entidades realizassem filmagens aéreas, o que impediu outras fontes de contagem do público.

A sigla sustenta que a combinação entre dinheiro público, exposição nacional do desfile e associação direta com a figura de Lula pode configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

Quem pode doar para campanha política? Entenda as regras.

Com base nesses argumentos, o Novo pede a cassação do registro da chapa formada por Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade do presidente.

A discussão agora passa a ser sobre o efeito eleitoral concreto do desfile. O TSE terá de avaliar se a homenagem, somada ao financiamento público e à repercussão em televisão e plataformas digitais, foi capaz de produzir vantagem eleitoral incompatível com as regras da disputa.

A defesa de Lula e Alckmin ainda poderá contestar tanto a interpretação sobre o caráter eleitoral do desfile quanto a ligação entre os recursos destinados à escola e eventual benefício à campanha.

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