Tóquio |Financial Times As ações da Toyota registraram nesta quinta-feira (5) a sua maior alta em quase quatro décadas, depois que a maior montadora do mundo elevou sua projeção de lucro anual, impulsionada pela desvalorização do iene e pela forte demanda por veículos híbridos nos Estados Unidos.
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As ações dispararam quase 17%, apagando as perdas acumuladas no ano, em meio à expectativa de que as tarifas dos EUA sobre a importação de automóveis possam ser reduzidas após o resultado das eleições de meio de mandato.
Essa foi a maior alta em um único dia desde outubro de 1987, quando os mercados se recuperaram após o colapso da Bolsa na chamada "Segunda-feira Negra.
Ao mesmo tempo, as vendas da Toyota caíram 3,4% nos primeiros nove meses do ano, para 7,5 milhões de unidades, em comparação com o mesmo período do ano anterior, devido à forte retração do mercado automobilístico chinês.
No entanto, as vendas na América do Norte cresceram 1,1% nos primeiros nove meses, e o lucro operacional da região voltou ao terreno positivo pela primeira vez desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas em seu segundo mandato.
A Toyota se comprometeu a recorrer aos fornecedores de componentes mais competitivos da China, independentemente de sua nacionalidade, em um sinal de que está determinada a reagir à concorrência das fabricantes chinesas de veículos elétricos.
Nas compras, selecionamos as peças e tecnologias mais adequadas com base na competitividade, independentemente da nacionalidade ou do grupo empresarial do fornecedor", afirmou Yoichi Miyazaki, vice-presidente executivo.
A Toyota ainda revelou novas estratégias para competir melhor na América do Norte, na China e no Sul Global, com foco no Sudeste Asiático. Nos Estados Unidos, a empresa planeja ampliar a produção doméstica de veículos híbridos e adotar robôs para enfrentar o aumento dos custos trabalhistas.
A montadora afirmou que levará os conhecimentos adquiridos na China a fornecedores do Sudeste Asiático e do Japão, levantando a possibilidade de incorporar mais fornecedores chineses às suas cadeias de suprimentos no exterior.
Uma das principais iniciativas da Toyota para o Sul Global é reunir seus carros menores em uma única arquitetura veicular, a fim de obter ganhos de escala para competir com as rivais chinesas.
A Toyota também confirmou na quinta-feira seus planos de criar uma empresa de robótica para acelerar a automação de suas linhas de produção e estabelecer uma nova fonte de receita para além dos automóveis.
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