O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, descartou nesta sexta-feira (7) a possibilidade de distribuição de dividendos extraordinários pela estatal, apesar do elevado lucro registrado no segundo trimestre de 2026.
Uma distribuição adicional beneficiaria não só acionistas privados, mas o governo, que teve no primeiro semestre o segundo maior déficit de sua história.
O resultado foi bem-visto pelo mercado, o que ampliou a expectativa por bons dividendos. O BB Investimentos chegou a elevar o preço alvo de ações da empresa, acreditando que a boa geração de caixa pode melhorar a remuneração ao acionista.
"Em um cenário geopolítico desafiador, a Petrobras garante abastecimento do mercado interno, contribui decisivamente para mitigação da volatilidade internacional dos preços para os consumidores brasileiros e registra lucros recordes", disse Mahatma Ramos, do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás).
No encontro com analistas nesta sexta, a presidente da companhia, Magda Chambriard, porém, disse que os recordes operacionais tiveram mais impacto. Ela alegou que a empresa já passou por 13 trimestres de petróleo mais caro e que o lucro sem fatores exclusivos agora é recorde.
Magda destacou que a empresa tem atuado para superar suas metas de produção de petróleo, com aumento de eficiência e elevação da capacidade produtiva das plataformas já instaladas. No trimestre, a empresa bateu novo recorde, produzindo 3,34 milhões de barris de petróleo e gás por dia.
"Informalmente, aqui na companhia, a gente começa a se cumprimentar já dizendo: 'Meta é para os fracos". A Petrobras supera metas e nós nos orgulhamos disso", afirmou.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.
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