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Economia

Novos refrescos e energético: os planos da Coca para emplacar a nova febre de bebidas

A Coca-Cola está expandindo sua atuação em bebidas personalizáveis e equipamentos voltados às tendências de consumo para não perder mercado

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A Coca-Cola está expandindo sua atuação em bebidas personalizáveis e equipamentos voltados às tendências de consumo, à medida que consumidores e operadores do setor de alimentação buscam cada vez mais opções.

As informações foram compartilhadas em reportagem da CNBC.

A companhia vem desenvolvendo uma série de inovações em seus laboratórios, incluindo uma forma de permitir que suas máquinas de refrigerantes (as freestyles – foto abaixo) preparem os chamados dirty sodas (refrigerantes misturados com xaropes aromatizados, creme ou outros ingredientes – como a sprite de morango, por exemplo).

Em parceria com a rede de cinemas AMC Theatres, a empresa também está testando um aparelho capaz de produzir bebidas refrescantes de cores vibrantes de forma automatizada.

Além disso, a Coca-Cola prepara novas opções de bebidas, como um energético personalizável em sabor e cor.

Para muitos restaurantes, essas “bebidas artesanais”, como refrigerantes mistos, refrescos especiais e cafés gelados, tornaram-se uma importante alavanca para atrair clientes e aumentar vendas, mesmo em um ambiente de consumo mais cauteloso.

Além disso, fora de casa, esse tipo de bebida passou a representar mais do que hidratação, especialmente para a Geração Z.

Agora, luta para escrever novo capítulo.

De McDonald’s a Wendy’s, antigos clientes da Coca-Cola vêm ampliando seus cardápios de bebidas para acompanhar a mudança de comportamento dos consumidores e impulsionar suas margens.

À medida que os restaurantes buscam incluir mais opções de bebidas em seus menus, a Coca-Cola precisa oferecer soluções cada vez mais práticas e inovadoras, sob o risco de perder espaço para concorrentes.

À CNBC, Megan Tallman, vice-presidente de equipamentos e inovação da Coca-Cola para a América do Norte, afirma que o papel da companhia é garantir experiências e bebidas únicas porque “deixou de ser um diferencial para os consumidores e passou a ser uma expectativa.”.

A companhia vem trabalhando também em projetos inspirados pelo crescimento dos dirty sodas, dos refrescos especiais e do café.

Para automatizar a produção dos dirty sodas, a Coca-Cola criou um protótipo que adiciona um módulo de laticínios à máquina Freestyle tradicional (que é a máquina que produz bebidas personalizadas de maneira automatizada – como a da foto acima).

A rede Swig, sediada em Utah, reivindica a criação do conceito, que rapidamente se espalhou por redes de fast-food e supermercados.

Essa tendência ajudou a transformar a percepção do refrigerante. Em vez de uma bebida industrializada tradicional, passou a ser vista como uma opção artesanal e personalizada.

A aposta é pensada especialmente para os consumidores da Geração Z, que foi criada já compreendendo que nada que é consumido é neutro, segundo Matthew Greer, analista de alimentos, agronegócio e bebidas do Truist.

Na visão dele, essa fatia de consumidores entende o refrigerante tradicional como algo que não traz nenhum benefício e ainda entrega 40 gramas de açúcar. É nessa percepção que a coca quer trabalhar ao entregar novas opções de refrigerantes.

Para a Coca-Cola, a ascensão dos dirty sodas é positiva porque os refrigerantes continuam sendo sua principal categoria. As bebidas gaseificadas, que incluem marcas como Sprite, Schweppes e Fanta, representaram 69% do volume global total comercializado pela companhia.

Apenas a Coca-Cola tradicional respondeu por 47% do volume global e 42% do volume nos Estados Unidos em 2025, segundo documentos da empresa.

Refrescos especiais e cafés gelados.

Além da Freestyle, a companhia testa máquinas que misturam ingredientes voltados para refrescos especiais e cafés gelados.

À CNBC, Sarah Kate Sims, uma das diretoras de inovação da Coca-Cola para América do Norte, explicou que essa bebida deve ser percebida como mais saudável, capaz de fornecer energia sem utilizar a cafeína tradicional do café, recorrendo a ingredientes como chá verde ou extrato natural de café – além do forte apelo visual.

A próxima aposta: energéticos personalizáveis.

A Coca-Cola também trabalha em uma nova base para bebidas artesanais: um energético incolor e de sabor neutro, disponível em versões líquida e congelada. O lançamento junto a operadores de alimentação está previsto para o primeiro semestre de 2027.

Embora os energéticos ainda representem uma categoria menor que a dos refrigerantes, o segmento apresenta as maiores projeções de crescimento para a próxima década, segundo Tallman.

A bebida será servida por funcionários para ajudar a controlar o consumo. Uma porção de 355 ml conterá 106 miligramas de cafeína, volume semelhante ao do Red Bull e aproximadamente metade do encontrado em uma lata de Celsius, outra marca da categoria.

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