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Economia

Irã condena planos dos EUA de anunciar novas sanções

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CAIRO/WASHINGTON, 22 Ago (Reuters) – O Irã condenou, ⁠neste sábado, os planos dos Estados Unidos ⁠de anunciar novas sanções que poderiam agravar ainda mais ‌a situação econômica da República Islâmica e afetar seus principais parceiros comerciais, incluindo a China.

Após quase seis meses ‌de guerra, desde que os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro, os lados não estão mais trocando tiros, mas também não mostram sinais de que pretendam retomar as negociações de ⁠paz.

O ‌transporte de petróleo está praticamente paralisado no Estreito de ⁠Ormuz, com Teerã ameaçando atacar qualquer petroleiro não autorizado que tente transitar por essa importante via navegável, e a economia do Irã já está sob imensa pressão devido às sanções.

O secretário do Tesouro dos ​EUA, Scott Bessent, deve dar uma coletiva de imprensa na segunda-feira, após ameaçar aplicar “as sanções mais duras da ​história” contra o Irã.

Bessent também instou a China a cooperar com Washington, já que o país compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, de acordo com dados de 2025 da empresa de análise ‌Kpler.

O ​porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse, neste sábado, que o iminente anúncio dos EUA sobre novas sanções econômicas era uma “afirmação ⁠de soberania extraterritorial ​sobre todos ​os Estados-membros independentes das Nações Unidas”.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, prometeu, na sexta-feira, que o Irã responderia militarmente ​às ameaças inimigas com “respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que alertou sobre ​consequências econômicas contra ⁠qualquer país que forneça “qualquer tipo de apoio vital ao Irã”, disse, na sexta-feira, que ⁠Washington estava observando “o que acontece” no conflito.

(Reportagem de Kanishka Singh e Ismail Shakil, com contribuição adicional de Eman ​Abouhassira).

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