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Economia

Economistas pioram projeção para déficit primário e dívida bruta em 2026 e2027

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Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda pioraram suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, prevendo também uma dívida pública mais alta no ano que vem, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta sexta-feira (14).

O governo tem como meta alcançar um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto em 2026 e de 0,50% em 2027, mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O Prisma estimou que a dívida bruta do governo ficará em 83,00% do PIB em 2026, mesma previsão apontada em julho. Para 2027, a expectativa é que o indicador salte para 86,77% do PIB, acima dos 86,50% estimados no mês anterior.

A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários ao longo dos anos por conta do nível alto da taxa básica Selic, que eleva o gasto com juros da dívida pública.

A Selic está atualmente em 14,00% ao ano após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, mas o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima reunião, em setembro.

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