O presidente Lula (PT) ganhou a eleição, mas foi a direita apoiadora de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral quem dominou o debate político na primeira semana após o anúncio do resultado das urnas.
Flávio fugiu, se autoproclamou presidente eleito, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não esperou 48 horas para admitir a possibilidade de se candidatar à Presidência da República em 2030, em entrevista interminável ao jornal O Estado de S.
Entre o dia em que Tarcísio preparou Flávio para o derradeiro debate na TV Globo e o posicionamento público de olho no vácuo deixado pelo senador e seus 60 milhões de votos, não se passou uma semana.
No Congresso, só se fala na reorganização da direita e nas negociações políticas decorrentes dela. Para muitos, já estamos no ano das próximas eleições presidenciais.
Enquanto isso, setores mais afoitos do governo Lula e do PT flertam com o salto alto, uma semana depois do desespero da véspera da eleição e do risco de uma derrota.
Na disputa fratricida por cargos e domínio da política econômica de olho em 2030, vale destruir a imagem de aliados importantes que ajudaram Lula na eleição.
Para citar alguns: o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o senador Camilo Santana e Fernando Haddad, que foi para o sacrifício.
Os críticos bradam contra o debate do ajuste fiscal como se fosse o tesouraço de Flávio ou coisa só da Faria Lima. Daqui a pouco se viram contra Janones, o general do exército.
Em números
- Ebate na TV Globo e o posicionamento público de olho no vácuo deixado pelo senador e seus 60 milhões de votos, não se passou uma semana
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