Impedir uma mulher de votar e de ser votada, fazer ameaças para eleger alguém determinado, proibir a participação em discussões públicas, rebater com agressividade argumentos ou propostas de candidatas mulheres.
Isso tudo tem nome: é violência política.
Pode acontecer com qualquer pessoa, mas sim, ela tem gênero e atinge mais mulheres que homens.
E às vésperas das eleições, é preciso falar sobre isso, porque essa violência atinge as eleitoras, em forma de ameaças e outras mais explícitas, mas de maneira sutil no dia a dia atinge também candidatas e mulheres em cargos eletivos.
É o que explica a coordenadora-geral da Transparência Eleitoral Brasil, Ana Cláudia Santana, que também é uma das fundadoras do Observatório de Violência Política Contra a Mulher.
A gente tem também a violência simbólica, que é muito viva, que são mensagens diretas ou indiretas que mostram, ou que tentam mostrar, que o lugar da mulher não é na política, né.
Então o corte de microfone em casas legislativas, a reação quando uma candidata se posiciona de determinada maneira, a gente vai ver ali nos comentários que muitos homens mandam elas: 'Ah, volte para casa para lavar louça, você é uma louca, você é uma desequilibrada', sempre levando isso para essas características.
O Tribunal Superior Eleitoral está de olho nisso.
Tanto é que elaborou um painel chamado Business Intelligence, onde ficam os dados públicos e estatísticos sobre violência política de gênero.
Além disso, lança a campanha "Violência Política Tem Gênero" para conscientizar a sociedade e ampliar os canais de denúncia.
Aliás, em caso de denúncia, a coordenadora-geral da Transparência Eleitoral Brasil, Ana Cláudia Santana, explica o que fazer.
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