Grupo criminoso que reativou banco extinto há 60 anos para obter vantagens financeiras, segundo Polícia.
A investigação aponta que o grupo teria se passado por acionistas da instituição e contado com a suposta colaboração de servidores públicos para conseguir o registro da reativação.
A investigação faz parte da segunda fase da Operação Lázaro, que apura suspeitas de falsidade ideológica, estelionato, corrupção e associação criminosa.
Banco extinto em 1964 foi reativado na Junta Comercial.
O Banco de Crédito Móvel (BCM) deixou de existir em 1964. Segundo a investigação, cerca de seis décadas depois, integrantes do grupo se apresentaram como acionistas para tentar reativar a instituição.
Grupo pretendia reivindicar precatório de terreno no Recreio.
Segundo a polícia, o objetivo da reativação era reivindicar um precatório relacionado à desapropriação de um terreno de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
As investigações também identificaram indícios de envolvimento dos suspeitos em fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca.
Quatro investigados terão que usar tornozeleira eletrônica.
A Justiça determinou medidas cautelares contra quatro investigados. Eles deverão usar tornozeleira eletrônica e cumprir recolhimento domiciliar durante a noite.
A reportagem procurou a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, mas não recebeu resposta até a última atualização. Também não conseguiu contato com as defesas dos investigados.
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