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Brasil

Nova rota turística permite observar até 15 espécies de primatas em quatro cidades de MT

Estado abriga 29 espécies de macacos e 10 delas estão ameaçadas de extinção. Roteiro turístico criado para observação dos primatas é promovido em quatro municíp

5 min de leitura
Nova rota turística permite observar até 15 espécies de primatas em quatro cidades de MT

Já imaginou viajar com o objetivo específico de observar primatas no Brasil? Com a proposta de promover a biodiversidade e impulsionar a conservação da natureza, foi criada a Rota dos Primatas de Mato Grosso.

  • VIAGEM: 600 espécies de aves e até onças: conheça área de 11 mil hectares protegida por hotel na Amazônia.
  • ABRIGO: Juruva passa dias escavando túnel para preparar ninho na Mata Atlântica.
  • PEQUENA VIAJANTE: Patativa-tropeira é ave migratória que percorre mais de 3 mil km por ano em busca da sobrevivência.
  • Macaquear: prática de observação de primatas tem potencial de crescimento no Brasil.
  • Guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul).
  • Guariba-vermelha (Alouatta puruensis).
  • Macaco-da-noite/quatro-olhos (Aotus azarae infulatus).
  • Macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek).
  • Macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus).
  • Cuxiú-de-nariz-vermelho (Chiropotes albinasus).
  • Souim, sagui-de-emília, mico-de-emília (Mico emiliae).
  • Mico-de-rabo-preto (Mico melanurus).
  • Sagui-de-mato-grosso, sagui-de-schneider (Mico schneideri).
  • Parauacu-de-gray/macaco-velho (Pithecia irrorata).
  • Zogue-zogue-de-Mato-Grosso/de-groves/de-alta-floresta (Plecturocebus grovesi).
  • Zogue-zogue-de-Vieira (Plecturocebus vieirai).
  • Macaco-prego (Sapajus apella apella).
  • Pousada Jardim da Amazônia, em São José do Rio Claro.
  • Parque Natural Municipal Florestal, em Sinop.
  • Sítio Recanto dos Buritis, em Cláudia.
  • Grupo de Ecologia Aplicada de Sinop, da Universidade Federal de Mato Grosso.
  • Sociedade Brasileira de Primatologia.
  • Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio).
  • Movimento dos Atingidos por Barragens.
  • Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.
  • Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre.
  • Prefeituras dos municípios envolvidos; e.

A iniciativa tem diferentes espécies de macacos como protagonistas e é pioneira ao unir ciência, turismo, cultura e educação. A atividade também busca despertar novos olhares para uma região que historicamente sofre com a destruição ambiental.

Christine Steiner, bióloga e diretora-executiva do Instituto Ecótono, uma das instituições responsáveis pela criação da iniciativa, conta que projeto surgiu da urgência em criar alternativas econômicas que mantenham florestas em pé no Mato Grosso.

Ela diz que, em pleno século XXI, o estado ainda lidera o desmatamento no país, numa região de imensa biodiversidade e diversidade cultural, ambas ameaçadas.

Nesse contexto, a Rota dos Primatas ganha importância. A ideia é transformar territórios estratégicos do estado em destinos de referência para o turismo de observação de primatas, impulsionando a conservação das espécies e de seus habitats, fortalecendo a geração de renda local e oferecendo experiências educativas e responsáveis aos visitantes”, comenta Christine.

Mato Grosso abriga 29 espécies diferentes de primatas. O roteiro turístico possibilita a observação de pelo menos 15 delas em quatro municípios: Alta Floresta, Cláudia, São José do Rio Claro e Sinop.

Dessa diversidade de macacos que podem ser contemplados, mais da metade está ameaçada de extinção. Com a experiência proporcionada pela rota, a troca de conhecimento e a conscientização podem contribuir para amenizar a vulnerabilidade enfrentada por esses animais.

Veja as 15 espécies que podem ser observadas na rota.

Entre Amazônia, Cerrado e Pantanal, sete locais fazem parte da Rota dos Primatas de Mato Grosso.

De acordo com Christine, a escolha dos locais que compõem a rota foi feita a partir de uma base científica, estruturada pelo Instituto Ecótono e pelo Grupo de Ecologia Aplicada de Sinop, da Universidade Federal de Mato Grosso.

Entre os critérios considerados estão a presença de espécies-alvo, o perfil dos empreendedores na adoção de boas práticas para o turismo de observação de vida silvestre e o potencial para pesquisas de longo prazo, que ajudam a qualificar a experiência do visitante com base em dados ecológicos.

No Jardim da Amazônia, em São José do Rio Claro, o conhecimento científico surgiu como grande aliado do turismo e da proteção das espécies.

Sete primatas diferentes ocorrem na região da pousada, entre eles espécies emblemáticas como o macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek), o zogue-zogue-do-Mato-Grosso (Plecturocebus grovesi) e o parauacu-de-Mittermeier (Pithecia mittermeieri).

O desafio e o bônus dos avistamentos ficam por conta do macaco-da-noite (Aotus infulatus), espécie mais arisca e que se diferencia da maioria por ter hábitos crepusculares.

No município, os macacos estão ganhando cada vez mais visibilidade e aliados. Outra iniciativa que busca proteger esses animais é o Programa Alta Floresta Não Atropela, que instala pontes de dossel para possibilitar a travessia dos animais com segurança.

Desde a década de 1990, o Cristalino Lodge promove o turismo de observação de vida silvestre. Fazer parte da Rota dos Primatas dá continuidade aos trabalhos já executados, além de fortalecer os laços em torno de um objetivo comum.

Na propriedade, as observações podem ser realizadas em trilhas, torres e também durante a navegação pelo rio.

Observação com informação científica.

Mais do que uma simples saída a campo, o turista que optar por vivenciar a Rota dos Primatas terá uma experiência diferenciada. A observação conta com o acompanhamento de guias especializados, que proporcionam uma prática responsável da atividade e aumentam as chances de avistamento das espécies na natureza.

O projeto pioneiro de observação de primatas em Mato Grosso foi criado a partir da união de uma ampla rede, que envolve instituições de pesquisa, órgãos públicos e iniciativa privada.

Entre os responsáveis pela iniciativa e pela atuação estão.

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