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Brasil

Mudanças climáticas preocupam mais que perda de emprego, diz estudo

Resultado foi apresentado em levantamento do Instituto Oyá, que ouviu com 2 mil brasileiros.

2 min de leitura
Brasil — imagem padrão

Sob o título Termômetro do Brasil, o levantamento mostra a preocupação das pessoas para si mesmas e para suas famílias.

O tema supera inclusive outros temas relevantes, como.

O estudo ouviu 2 mil pessoas. No entanto, quando esse grupo é questionado a respeito das principais preocupações no momento, o tema das mudanças climáticas vai para o nono lugar (com 14%).

As ameaças ao meio ambiente estão em décimo (10%).

Esses números fazem com que o Brasil ocupe a 20ª colocação entre os mais preocupados.

De acordo com a diretora executiva do Instituto Oya, Camila Kamilo, um dos dados que mais a surpreenderam é que, em média, 78% das pessoas não sabiam diferenciar notícias falsas das verdadeiras, inclusive sobre eventos climáticos extremos.

Um dado preocupante no atual contexto eleitoral no Brasil.

Ela explica que, a partir de um experimento social cego, ficou demonstrado que os brasileiros aceitam como verdadeiras fake news de forte apelo emocional.

Nesse contexto, 81% temem o uso de deepfakes e tecnologias de inteligência artificial para manipulação de imagem e voz.

Segundo a diretora, a deterioração da confiança do brasileiro é considerada um motivo de atenção em um momento de incertezas.

Camila Kamilo observa que o engajamento social, sobre clima inclusive, tem ocorrido mais pelas redes sociais, de forma distante fisicamente, do que de forma ativa e presencial.

Para a pesquisadora, é necessário que o país adote políticas públicas e novos modelos de comunicação para garantir a veracidade das informações que circulam socialmente.

Outra observação que a pesquisadora cita é que, apesar de desconfianças nas instituições, 45% dos brasileiros acreditam nas organizações não governamentais.

Outro dado destacado é que o eleitor brasileiro se mostra afastado do engajamento partidário tradicional. No total, 39% descartam atuar em campanhas ou partidos, e 33% rejeitam protestos de rua.

Em números

  • O estudo ouviu 2 mil pessoas

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