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MPRJ investiga crescimento patrimonial de empresas ligadas a Douglas Ruas

A apuração começou depois de uma denúncia anônima apresentada ao Ministério Público.

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MPRJ investiga crescimento patrimonial de empresas ligadas a Douglas Ruas

O Ministério Público do Rio (MPRJ) abriu uma investigação a partir de uma denúncia contra o candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL). Os promotores apuram o crescimento patrimonial de empresas ligadas a ele.

A investigação do MPRJ que envolve Douglas Ruas, revelada pelo jornal O Globo, tramita em sigilo no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

O RJ2 teve acesso à portaria de instauração de Procedimento Investigatório Criminal, de 15 de julho deste ano.

O MPRJ apura o que classifica como um crescimento patrimonial e financeiro abrupto de empresas ligadas ao deputado estadual: a Saur Construção, Terraplanagem e Locação, uma construtora, e a DM Invest Consultoria e Participações, uma administradora financeira.

Segundo o documento, esse crescimento coincidiu com a ascensão política dele e de seu pai, Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo.

Ainda de acordo com o MPRJ, há suspeitas de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e crimes licitatórios. O órgão confirmou que Douglas Ruas tem vínculo societário com a Saur e a DM.

A apuração começou depois de uma denúncia anônima apresentada ao MPRJ. De acordo com o Ministério Público, foram reunidos elementos suficientes para a instauração de investigação formal.

Entre eles, informações sobre pessoas que estariam atuando na engrenagem criminosa noticiada, inclusive com a apuração de possível contratação fraudulenta.

Douglas Ruas, que é candidato ao governo do estado pelo PL, foi secretário estadual das Cidades do ex-governador Cláudio Castro.

Uma auditoria da atual gestão do Palácio Guanabara sobre contratos feitos na época em que Ruas comandava a secretaria também faz parte da investigação do Ministério Público.

Em um deles, a FP Vieira subcontratou a Mineração Santa Edwiges, da família do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio.

O Ministério Público afirma no documento que há uma ligação entre as famílias de Douglas Ruas e de Altineu Côrtes.

Um imóvel no município de São Gonçalo comprado pelas empresas Saur Construção, Terraplanagem e Locação e Normandia Empreendimentos e Participações seria outro elo.

Ainda de acordo com o MP, esse imóvel em São Gonçalo da Saur aparece em sociedade com a empresa Normandia Empreendimentos e Participações, que pertence ao deputado federal Altineu Côrtes.

Além de presidente estadual do PL, ele é deputado federal e tem foro privilegiado.

Por isso, o caso foi remetido também à Procuradoria-Geral da República para avaliar se há existência ou não de fato atribuível ao deputado federal que justifique competência originária do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar na Suprema Corte.

A assessoria da Prefeitura de São Gonçalo afirmou que não responde demandas de cunho político ou pessoal do prefeito Capitão Nelson. O RJ2 pediu um posicionamento ao prefeito, mas não teve retorno.

O deputado Altineu Côrtes informou que a Mineradora Santa Edwiges nunca forneceu para a Secretaria das Cidades e para nenhum órgão público. Disse ainda que no mercado privado a mineradora pratica preços abaixo da tabela do Tribunal de Contas do Estado.

Altineu informou ainda que o terreno foi adquirido por empresas privadas e antes do deputado Douglas Ruas ser secretário das Cidades e no local onde a secretaria não realizou nenhuma obra.

O RJ2 não teve resposta da empresa FP Vieira.

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