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MJSP: centro de inteligência prisional começa a funcionar em agosto

Objetivo é unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir dos presídios brasileiros.

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Brasil — imagem padrão

A nova estrutura operacional reunirá órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Instituído em junho deste ano por meio da Portaria Ministerial 1. 234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, que faz parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.

Responsável por integrar e coordenar a chamada Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), o Cnip atuará em regime contínuo para integrar, consolidar e difundir informações de inteligência penal, além de monitorar situações de crise e oferecer suporte técnico para a tomada de decisões pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. O que, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, exige integração entre as forças federais e estaduais e uma ação coordenada para impedir a entrada ilegal de aparelhos de telefone celular nos presídios.

Silva argumenta que a única forma de enfrentar o problema é por meio da integração das forças de segurança pública.

Durante a coletiva de imprensa, o ministério apresentou resultados preliminares de ações ostensivas, como a Operação Última Chamada, realizada entre os dias 10 e 19 de agosto.

Segundo a pasta, no período, foram recuperados 6. 052 aparelhos celulares e executadas 97 prisões em flagrantes. A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas em posse de aparelhos irregulares.

Especificamente quanto ao sistema penitenciário, as operações que a Secretaria Nacional de Políticas Penais realizou entre maio e agosto deste ano, em parceria com os estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.

254 aparelhos celulares. Quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais de todo o país foram revistadas.

Ainda segundo o ministério, os roubos e furtos de celulares passaram de 225. 644 no primeiro trimestre de 2025 para 215. 589 no mesmo período de 2026, resultando em uma redução de 4,5% nesse tipo de ocorrência.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, as ações desenvolvidas no âmbito do sistema prisional são fundamentais para interromper o furto, roubo, receptação e o comércio ilegal de celulares.

  • A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas em posse de aparelhos irregu.
  • Quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais de todo o país f.

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