Ao todo, mais de 500 competidores estão inscritos para os três dias de evento.
No sábado, o público circulou entre as arenas de competição, estações abertas de jogos, espaços dedicados a RPG e card games, exposições, oficinas e encontros com convidados.
No palco principal, o cosplay ganhou destaque e transformou personagens de games, animes e filmes em protagonistas da programação.
Um dos momentos mais aguardados foi a seletiva regional do World Cosplay Summit (WCS) – Etapa Brasil 2027, considerado um dos maiores campeonatos da categoria no mundo.
Animada com o nível das performances, a jurada também antecipou o que esperava encontrar no palco. “Acho que todo mundo vai arrasar nas apresentações e surpreender bastante o público”, acrescentou.
Carolina Lima compartilhou o entusiasmo da colega e destacou a adesão à competição. “As expectativas estão altíssimas. Tivemos muitas inscrições, estou muito feliz com a oportunidade e me sinto honrada.
Mikael Alves também acompanhou a seletiva com atenção especial. “Hoje eu vim focado no WCS, porque quem conquista a vaga segue na disputa para definir os representantes do Brasil e, depois, chegar ao Japão.
No contexto geral, o evento superou as expectativas”, resumiu.
Os brasilienses Genilson Frazão, de 33 anos, e Carol Frazão, de 31, foram os grandes vencedores da etapa. Com o resultado, a dupla garantiu a oportunidade de representar o Centro-Oeste na fase nacional da competição e seguir na disputa por uma vaga na final internacional, realizada no Japão.
Para Carol, a vitória representou o reconhecimento de um trabalho conduzido com seriedade desde os primeiros preparativos.
Vamos para São Paulo e, quem sabe, para o Japão”, acrescentou Genilson.
Vencedores do campeonato de Cosplay.
Casal celebraram vitória com um beijo no palco.
Os campeões irão representar o Centro-Oeste em São Paulo.
Alegria estampada nos rosto dos vencedores.
À frente das competições de cosplay, a apresentadora Tata também destacou a conexão proporcionada pelos eventos de cultura pop. Ela recordou que começou a trabalhar como voluntária e, ao longo da trajetória, passou a entrevistar e conviver com profissionais que admirava.
O sábado ainda contou com o LowcostPlay, disputa que incentivou versões criativas de personagens produzidas com materiais simples e acessíveis. A escolha dos vencedores foi feita pelo próprio público, por meio de aplausos.
Entre os cosplayers que acompanharam a programação estava Lorelei, de 40 anos. A artista chegou cedo à Arena Mané Garrincha para assistir à seletiva do World Cosplay Summit, conhecer os espaços do festival e prestigiar o trabalho dos expositores.
Lorelei ainda elogiou a estrutura e o nível dos figurinos apresentados pelo público.“O evento me surpreendeu. Tem pontos de água, bastante espaço para circular entre as barracas e muitos cosplays legais e muito bem-feitos.
O nível do pessoal está incrível”, afirmou.
A cosplayer revelou que retornaria neste domingo (23/8), dessa vez para participar do desfile. “Apresentação dá mais nervosismo. Desfilar é mais tranquilo”, brincou.
Paixão compartilhada entre gerações.
A diversidade da programação ajudou a aproximar diferentes gerações. Hezir Brasil, de 31 anos, acompanhou as apresentações de cosplay ao lado do filho, Carmelo Galvão Brasil, de 6.
Fãs de Naruto, pai e filho já compartilharam outras experiências ligadas ao cosplay. Para Hezir, poder frequentar esse universo com Carmelo representa a construção de uma memória afetiva que ele próprio não teve durante a infância.
Outra história familiar marcou o segundo dia do festival. Eduardo Barbosa, de 18 anos, viajou de Sinop, em Mato Grosso, ao lado do pai, Ivan Barbosa, de 51. O principal objetivo era realizar o antigo sonho do jovem de conhecer pessoalmente Guilherme Briggs.
Professor de teatro, cosplayer e aspirante a dublador, Eduardo encontrou no festival uma oportunidade de se aproximar ainda mais da carreira que deseja seguir. Para Ivan, acompanhar a realização do sonho do filho tornou a viagem especialmente significativa.
O pai ainda elogiou a organização e o espaço escolhido para receber o festival. “Eu já conhecia Brasília, mas ainda não tinha vindo à Arena Mané Garrincha. Gostei do espaço e de todo o processo.
Está bem organizado, estão de parabéns”, concluiu.
Responsável pelo Studio Cosplay Oficial, o fotógrafo Rainer Faulstich também celebrou a realização do festival e o espaço destinado aos profissionais da cidade.
Mais do que acompanhar torneios, o público encontrou um ambiente de convivência, descoberta e reconhecimento da cultura gamer produzida em Brasília.
O festival encerra a primeira edição neste domingo (23/8), com novas competições, concurso livre de cosplay, atrações musicais e encontros com convidados.
Horários: sábado, das 13h às 22h; domingo, das 12h às 21h.
Onde: Arena Mané Garrincha, Brasília.
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Dubladores aproximam fãs de seus personagens favoritos.
A programação também abriu espaço para a dublagem brasileira. Vyni, Glauco Marques e Guilherme Briggs, responsáveis pelas vozes de Luffy, Zoro e Brook, respectivamente, na adaptação em live-action de One Piece, participaram de um bate-papo e de um encontro com os fãs.
Dubladores Glauco Marques, Vyni Takahashi e Guilherme Briggs.
Durante o encontro, os três dubladores também revisitaram o início das respectivas trajetórias e compartilharam histórias sobre a relação com a profissão. Guilherme Briggs contou que os primeiros estímulos vieram ainda na infância, durante as brincadeiras criativas com o pai.
Vyni também começou cedo, aos 11 anos, depois de dar os primeiros passos no teatro. “Eu falo que a dublagem me escolheu. Para mim, era muito especial assistir aos desenhos que estava dublando e ouvir a minha própria voz.
Vivo disso até hoje e amo a dublagem”, afirmou.
Hoje, a gente consegue estar perto, abraçar, dar carinho e transbordar amor. É isso que queremos fazer”, declarou Vyni.
Glauco Marques, por sua vez, falou sobre o ciclo de inspiração criado pela dublagem. Antes de ocupar os palcos como convidado, ele também esteve na plateia admirando profissionais como Guilherme Briggs.
Entre os visitantes estava Amanda Picchi, de 37 anos, da Chuva de Tinta. Além de expor o próprio trabalho no festival, a artista estuda dublagem e aguardava com ansiedade a oportunidade de conhecer os convidados.
Amanda também elogiou a variedade de experiências oferecidas sem custo ao público. “Estou achando o evento incrível. É muita coisa legal, gratuita e no centro de Brasília.
Já estou ansiosa para o próximo”, completou.
A banda brasiliense Lunia encerrou a noite com um repertório inspirado em aberturas de animes e músicas ligadas ao universo geek.
Enquanto as atrações ocupavam o palco principal, as disputas seguiram nas demais áreas da Arena Mané Garrincha. O segundo dia recebeu as semifinais e finais de Valorant e Free Fire, além de campeonatos de Fatal Fury: City of the Wolves, Guilty Gear Strive, Pokémon GO, Pokémon VGC, Super Smash Bros.
As modalidades analógicas também ganharam espaço, com torneios de xadrez e Yu-Gi-Oh! TCG. As partidas decisivas foram acompanhadas em telões, com narração ao vivo, enquanto as estações da Arena FreePlay permitiram que visitantes experimentassem diferentes jogos fora do ambiente competitivo.
O público ainda encontrou partidas de RPG de mesa, oficinas de pintura de miniaturas, jogos de tabuleiro, card games e uma exposição de consoles e itens colecionáveis ligados à história dos videogames.
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