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Justiça determina que obra de construtora responsável por seis mortes em SP seja demolida em até 10 dias

Decisão se refere a um prédio que estava sendo construído pela New Home na Avenida Padres Olivetanos, nº 455, na Vila Esperança, Zona Leste de São Paulo, e cuja

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Justiça determina que obra de construtora responsável por seis mortes em SP seja demolida em até 10 dias

sável por seis mortes em SP seja demolido.

  • Ronaldo dos Santos Vivaqua, sócio oculto da Construtora New Home Incorporadora.
  • Cristiano Salgado Vivaqua, engenheiro responsável pela obra que desabou e dono da Hastiforme Projetos e Construção (filho de Ronaldo).
  • Isis de Freitas Rodrigues Brandão, arquiteta idealizadora do projeto de construção do prédio e dona da New Home Incorporadora (esposa da Cristiano).

A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura de São Paulo faça a demolição emergencial de um prédio em construção da New Home, construtora responsável também pela obra que desabou e matou seis pessoas na Penha, Zona Leste da capital paulista.

A decisão se refere a um prédio que estava sendo construído pela empresa na Avenida Padres Olivetanos, nº 455, na Vila Esperança, também na Zona Leste. A obra foi abandonada pela construtora e estava embargada pela subprefeitura da região.

O imóvel também era alvo de uma ação judicial movida por uma escola infantil vizinha, que precisou fechar as portas há vários meses devido aos danos estruturais e aos riscos que a construção oferecia às crianças.

Na decisão, o juiz Alberto Carlos Nogueira Costa, da 2ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, reconheceu a “necessidade de demolição compulsória” diante dos problemas identificados na estrutura do prédio.

Por meio de nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que já foi notificada da decisão mencionada e que “o cronograma para a execução da demolição está em elaboração”.

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) destaca ainda que os pedidos de Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova para o local foram indeferidos em 16 de maio de 2025 e em 8 de julho de 2026 em relação a essa obra.

Sócios de prédio que desabou na Zona Leste de SP seguem foragidos.

O prédio que desabou e matou seis pessoas no último dia 12 de setembro fica na Rua Tequici e pertencia à mesma construtora New Home, empresa do engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua e a empresária Isis de Freitas Rodrigues Brandão.

O casal ainda está foragido. Os dois são apontados pela Polícia Civil como responsáveis pelo projeto do prédio que caiu. Eles tiveram a prisão preventiva decretada, mas ainda não se entregaram às autoridades e seguem sendo procurados, quase dois meses depois da tragédia.

Os responsáveis pela obra são alvo de duas investigações. Uma apura as circunstâncias do desabamento que matou seis pessoas. A outra investiga possíveis golpes contra clientes que compraram imóveis das construtoras New Home e Hastiforme e nunca receberam as chaves.

Segundo a polícia, Vivaqua era o responsável técnico pela execução da obra que desabou, enquanto Isis é a representante legal da Construtora New Home, que vendia os imóveis e tocava a obra.

Os dois são procurados pela polícia desde o dia do desabamento. O advogado de defesa deles havia dito que eles se entregariam, mas isso ainda não aconteceu.

O pai de Cristiano Vivaqua - Ronaldo dos Santos Vivaqua - segue preso e teve a detenção renovada pela Justiça paulista na última quinta-feira (8).

Ronaldo é apontado como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra do prédio e foi preso no dia seguinte ao acidente.

A Prefeitura de SP retirou parte dos escombros da Rua Tequici, onde o prédio desabou. No local, restou parte de um caminhão que estava parado em frente à casa onde estavam as vítimas.

Oito pessoas estavam no imóvel ao lado, no momento do desabamento. Seis delas morreram. Entre as vítimas está Ana Lucia Ruiz Romero, de 38 anos. O corpo dela foi levado para o Paraguai.

Alvo de investigação policial após o desabamento de um prédio, as construtoras New Home e Hastiforme têm vários boletins de ocorrência por estelionato registrados na Zona Leste de São Paulo.

O g1 localizou um grupo de cerca de 20 clientes que acusam a construtora de estelionato por não entregar imóveis prometidos desde 2023 e não devolver o dinheiro pago pelos compradores.

Os imóveis ficam todos na Zona Leste da capital, mesma região onde ocorreu o desabamento do edifício em construção, na Vila Granada, na região da Penha.

Segundo os clientes, várias obras da empresa foram embargadas porque a construtora iniciava os empreendimentos sem o devido alvará de construção aprovado pelas autoridades municipais de São Paulo.

Viveiros contou ao g1 que vendeu o apartamento onde morava com a esposa e a filha para dar entrada em um sobrado que seria construído dentro de um condomínio de 12 casas na Avenida Padres Olivetanos, na região da Penha.

Prefeitura de SP paralisa 29 empreendimentos de construtoras investigadas após desabamento em obra na Zona Leste.

A entrega estava prevista para o fim de 2024, mas a obra foi embargada pela Justiça de São Paulo porque apresentava riscos para uma escola infantil particular que fica ao lado.

Segundo Viveiros, a construtora nem sequer avisou os clientes que haviam contratado a empresa.

A escola apresentou reclamação na Justiça dizendo que a obra, mal gerida, provocava rachaduras do outro lado do muro, oferecendo riscos para as crianças do maternal que estudavam no local.

O risco foi constatado por um laudo particular contratado pela escola e também por decisões da Prefeitura de São Paulo que decretaram a interdição parcial da obra devido à falta de segurança.

Fotos do muro e das paredes da escola rachadas, com infiltrações, foram anexadas ao processo. O caso levou a juíza Vivian Bastos Mutschaewski a decretar o embargo liminar da construção em 3 de abril de 2025.

Nesta quarta-feira (16), a Subprefeitura da Penha fez uma vistoria na obra e voltou a determinar sua interdição devido ao risco de acidentes. "O não atendimento à presente determinação implicará na requisição de auxílio policial, e na abertura de inquérito policial", diz a decisão publicada no Diário Oficial do município.

A escola infantil vizinha também será interditada.

Ronaldo dos Santos Vivaqua, Cristiano Salgado Vivaqua e Isis de Freitas Rodrigues Brandão: os três responsáveis pela obra que desabou na Penha, Zona Leste de São Paulo.

Três alvos da ação na Justiça estão na lista de indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual após o desabamento que matou seis pessoas no prédio da Rua Tequici.

Dos três, apenas Ronaldo dos Santos Vivaqua está preso. Cristiano e a esposa dele, Isis, estão foragidos.

Além dos empresários, a servidora municipal Viviane Rodrigues de Palma, que em 2024 autorizou a continuidade das obras no edifício que ruiu, também deve ser indiciada pela polícia.

Ela foi afastada do cargo por 120 dias pela prefeitura.

Clientes relatam prejuízos milionários.

A promessa de entrega era para o fim daquele ano. Desde então, ele tenta localizar os três envolvidos para reaver parte do dinheiro investido no negócio.

Quatro pessoas devem ser indiciadas pelo desabamento na Penha.

Os cerca de 20 compradores lesados adquiriram casas e apartamentos em oito endereços da Zona Leste. Cinco deles constam na relação de empreendimentos embargados pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) após o acidente do último sábado (12).

Outras três obras ligadas às construtoras ainda não tiveram os alvarás suspensos.

Eles compraram um sobrado em 2022 que nunca foi entregue pela construtora.

Veja o momento exato de desabamento de prédio que deixou 6 pessoas mortas em SP.

Ela registrou queixa de estelionato no 10° Distrito Policial da Penha, onde outros colegas do grupo também fizeram queixa contra o casal Cristiano e Isis.

Embora não esteja formalmente no papel como sócio das duas construtoras, os clientes afirmam que Ronaldo, pai de Cristiano e único dos três que está preso, era uma espécie de relações públicas das duas empresas.

O grupo diz que deve ingressar no Ministério Público com uma ação contra o trio e espera que promotores e fiscais da Prefeitura de São Paulo ajudem-nos a reaver os prejuízos milionários.

A Prefeitura de São Paulo determinou a paralisação de 29 empreendimentos ligados às construtoras New Home e Hastiforme, responsáveis pelas obras de um edifício que desabou na Penha, Zona Leste da capital, matando seis pessoas no último sábado (12).

A medida cautelar abrange desde canteiros de obras até processos de licenciamento ainda pendentes de avaliação pelos órgãos municipais.

A suspensão foi determinada pela Controladoria Geral do Município (CGM) e busca "resguardar o interesse público" enquanto são apuradas as causas do acidente e as possíveis responsabilidades dos envolvidos, segundo a prefeitura.

O g1 obteve a relação dos processos suspensos pela prefeitura e verificou que os empreendimentos estão espalhados principalmente pela Zona Leste cidade. Do total, 21 estão vinculados à New Home e oito à Hastiforme.

Dos 29 projetos atingidos pela medida cautelar, apenas oito possuem alvará deferido (aprovado), enquanto os demais pedidos constam como indeferidos, em tramitação ou pendentes de regularização administrativa.

A suspensão determinada pela gestão Ricardo Nunes prevê a realização de vistorias extraordinárias em todos os canteiros de obras ativos vinculados aos investigados, com participação das subprefeituras responsáveis e da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), para verificar condições de segurança estrutural e adotar eventuais medidas de interdição administrativa.

Prédio que ruiu tinha histórico de embargos e ação judicial.

O prédio que desabou na Rua Tequici, na Penha, tinha histórico de irregularidades. Segundo a prefeitura, a construção já havia sido alvo de fiscalizações, multas e de uma ação judicial ajuizada pelo município para obter a demolição do que era considerado uma obra irregular.

Em 2022, um novo projeto foi apresentado para o terreno. A prefeitura sustenta que o alvará concedido em 2023 autorizava uma nova edificação, mas exigia expressamente a demolição de uma estrutura existente com cerca de seis pavimentos.

A suspeita investigada pela CGM e pela Polícia Civil é que essa condição não tenha sido integralmente cumprida.

A apuração também busca esclarecer a atuação da fiscalização municipal. Em depoimento prestado à CGM nesta semana, Viviane Rodrigues de Palma afirmou que a vistoria realizada em 2024 ocorreu apenas pelo lado de fora do imóvel, pois ela não conseguiu acessar a construção.

Segundo a servidora, não havia trabalhadores no local no momento da inspeção, e o prédio aparentava estar abandonado.

O depoimento contrasta com o relatório assinado pela própria servidora após a inspeção. No documento, Viviane registrou que a obra estava em fase final da execução estrutural e concluiu que a demolição exigida pela prefeitura havia sido realizada "em sua integralidade", dando lugar a uma nova edificação em andamento.

A Polícia Civil também investiga se os responsáveis pela obra tinham conhecimento prévio de problemas estruturais. Testemunhas relataram aos investigadores a existência de rachaduras em imóveis vizinhos antes do desabamento.

As causas do acidente, contudo, ainda dependem dos laudos periciais.

Em nota enviada à TV Globo, a New Home Construtora disse que permanece à disposição das autoridades e está prestando apoio às famílias atingidas pela tragédia na Rua Tequici.

Já a defesa de Cristiano Salgado Vivaqua e Isis de Freitas Rodrigues Brandão afirmou que ambos pretendem se apresentar voluntariamente às autoridades e colaborar com as investigações.

Em nota pública, os advogados sustentam que os dois não foram formalmente intimados para depor e negam que estejam foragidos. Segundo a defesa, eles se afastaram por questões de segurança após receberem ameaças, inclusive contra seus filhos, e deverão prestar esclarecimentos ainda neste mês.

Em números

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