No Rio de Janeiro, uma das preocupações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para as eleições é o furto de cabos de energia, que pode deixar locais de votação sem luz.
Seções eleitorais terão geradores elétricos no Rio.
Diante do problema, o tribunal pediu ao Governo do Estado a locação de geradores para 49 escolas estaduais que enfrentam falhas no fornecimento de energia.
Nas últimas semanas, a Secretaria Estadual de Educação identificou um aumento nos furtos de cabos em diversos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) e comunicou a situação ao TRE.
Os casos se intensificaram em cidades como Rio de Janeiro, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Petrópolis, Queimados, Paracambi e Tanguá.
São Gonçalo e Nova Iguaçu concentram o maior número de unidades afetadas: o TRE solicitou geradores para 10 escolas em São Gonçalo e nove em Nova Iguaçu.
De acordo com o governo do estado, 9 furtos foram registrados em unidades escolares nos últimos 20 dias.
Um dos casos ocorreu na última terça-feira (29), no Ciep Brizolão 137 Cecília Meireles, em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo o boletim de ocorrência, dois criminosos invadiram a unidade e tentaram furtar a fiação de alta tensão, mas não conseguiram e fugiram.
O caso é investigado pela 105ª DP (Petrópolis).
Diante do problema, reuniões realizadas no TRE-RJ definiram ações conjuntas entre o estado, o tribunal e os 16 municípios mais afetados pelos furtos de cabos, que podem comprometer a infraestrutura necessária para a realização das eleições.
Entre as medidas acertadas, as guardas municipais dessas cidades poderão atuar de forma integrada às forças estaduais na proteção das unidades e na preservação das condições necessárias ao processo eleitoral, sob a coordenação do TRE.
Temendo novos episódios de furto e vandalismo em escolas que serão utilizadas como locais de votação nas eleições de 4 de outubro, a secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, encaminhou na segunda (28) uma orientação às diretorias regionais e às unidades escolares determinando que seja garantido o acesso de agentes das guardas municipais às dependências desses colégios.
A medida busca reforçar a segurança, proteger o patrimônio público e preservar a infraestrutura necessária para a realização do pleito.
Segundo a orientação, diretores, servidores e demais responsáveis pelas escolas não poderão impedir ou dificultar a entrada de guardas municipais devidamente identificados.
A medida tem como objetivo proteger as instalações, equipamentos e a infraestrutura das unidades escolares que serão utilizadas pela Justiça Eleitoral durante o pleito.
A Seeduc também orienta que eventuais problemas relacionados à segurança, ao patrimônio ou à infraestrutura das escolas sejam comunicados imediatamente às Diretorias Regionais Administrativas (DRAs).
No documento, a secretaria destaca a necessidade de cooperação entre as escolas, a Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança para garantir a realização das eleições.
De acordo com um documento interno da Seeduc, obtidos pelo g1, atualmente, 62 unidades estão com algum tipo de problema relacionado ao furto de cabo. Vinte e seis delas estão com aulas parciais e 3 estão com as aulas suspensas.
Mas, se faltar luz, as urnas eletrônicas continuam funcionando. Cada equipamento tem uma bateria com autonomia de até 12 horas, tempo suficiente para cobrir todo o período de votação.
O maior impacto pode ser na mobilidade dos eleitores. Na capital fluminense, há locais de votação em prédios de até 10 andares, e a falta de energia pode impedir o uso dos elevadores.
E, se alguma urna apresentar defeito, existem equipamentos de contingência prontos para substituição.
Em 2022, nas eleições no RJ, menos de 1% das urnas apresentaram problemas e tiveram que ser substituídas.
Neste domingo (4), mais de 12 milhões de eleitores estão aptos a votar em todo o estado.
Para garantir a votação, o TRE-RJ preparou cerca de 42 mil urnas eletrônicas, entre equipamentos que serão utilizados nas seções eleitorais e urnas reservas, que poderão substituir aquelas que apresentarem algum problema.
A Procuradoria-Geral do Estado não respondeu.
A Polícia Civil disse que intensificou as ações contra furtos e receptação de cabos e outros componentes que possam comprometer serviços essenciais nas unidades escolares no próximo domingo (4).
Em nota, a Civil disse que “investiga todos os casos de furto de cabos comunicados pela Secretaria de Estado de Educação. As investigações são conduzidas com base em inteligência e buscam identificar toda a cadeia criminosa, desde os furtadores até receptadores e estabelecimentos que adquiram ou comercializem material de origem ilícita.
A atuação não se limita à ponta do crime, mas busca atingir as estruturas que sustentam esse mercado ilegal.”.
Ainda de acordo com a instituição, a Polícia Civil “mantém interlocução permanente com a Secretaria de Educação e demais instituições envolvidas para o compartilhamento de informações e acompanhamento dos casos.”.
Em reuniões realizadas no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), foram alinhadas ações entre o Governo do Estado, o Tribunal e os 16 municípios mais afetados por ocorrências de furto de cabos que, eventualmente, poderiam comprometer a infraestrutura necessária à realização do pleito.
Participaram das tratativas o Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro (GSI-RJ), a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, representantes dos 16 municípios envolvidos e a Secretaria de Estado de Educação, que acompanhou todo o processo de organização.
O esquema especial de segurança inclui a mobilização de 17 mil policiais militares que farão o patrulhamento das vias públicas e dos locais de votação, além da escolta das urnas e a guarda permanente de prédios e bases da Justiça Eleitoral.
Também estão previstas tropas especializadas em pontos estratégicos. Unidades de Controle de Distúrbios do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) ficarão posicionadas nas sedes dos Comandos de Policiamento de Área (CPAs), prontas para agir em qualquer situação de emergência.
A Polícia Civil manterá todas as delegacias (DGPC, DGPB e DGPI) com equipes completas e reforço de delegados e agentes durante o primeiro turno das eleições, garantindo a capacidade de atendimento e resposta às ocorrências.
Esse trabalho é realizado de forma permanente pela Operação Caminhos do Cobre, coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Desde setembro de 2024, foram realizadas mais de 650 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 350 prisões, além da apreensão de aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos.
Para as Eleições deste ano, a Polícia Civil intensificará as ações contra furtos e receptação de cabos e outros componentes de infraestrutura crítica que possam comprometer serviços essenciais.
Para prevenir e combater esse tipo de crime, a Secretaria de Educação está ampliando a instalação de sistemas de alarme nas unidades da rede estadual. As ocorrências são acompanhadas pelas equipes responsáveis pela infraestrutura das escolas, que atuam para restabelecer os serviços afetados, e a pasta mantém diálogo permanente com as forças de segurança.
Em 21 dias, foram registrados 9 furtos em unidades escolares. Diante do problema, a atual gestão iniciou uma força-tarefa para acelerar a recuperação dos sistemas elétricos das escolas afetadas, o que permitiu avançar na solução dos problemas.
Quando necessário, o conteúdo perdido é reposto a partir de um Plano Especial de Estudos desenvolvido pela direção da unidade.”.
É importante ressaltar que parte significativa dos autores desse tipo de crime são reincidentes, o que evidencia o desafio imposto por leis ainda brandas e lenientes, que favorecem a continuidade dessas práticas e geram retrabalho para as forças de segurança.
A Polícia Civil seguirá com a atuação contínua, independentemente do desafio imposto.”.
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Em números
- Neste domingo (4), mais de 12 milhões de eleitores estão aptos a votar em todo o estado
- Para garantir a votação, o TRE-RJ preparou cerca de 42 mil urnas eletrônicas, entre equipamentos que serão u
- O esquema especial de segurança inclui a mobilização de 17 mil policiais militares que farão o patrulhamento das
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