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Flávio Bolsonaro nega ter negociado fim da reeleição com Tarcísio: 'Não preciso de pacto para a gente

Candidato do PL nega ter proposto acordo ao governador de São Paulo em troca de maior engajamento na campanha e diz que os dois “sempre caminharam juntos”.

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Flávio Bolsonaro nega ter negociado fim da reeleição com Tarcísio: 'Não preciso de pacto para a gente

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta segunda-feira (24) ter negociado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um pacto pelo fim da reeleição em troca de maior engajamento na campanha.

Segundo a colunista Ana Flor, do g1, a campanha de Flávio procurou Tarcísio propondo um acordo para acabar com a possibilidade de reeleição. A mudança já valeria para um eventual mandato do senador caso ele vença a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro.

Questionado sobre a articulação, Flávio negou que a proposta tenha partido dele, mas ressaltou que falava apenas por si.

Flávio afirmou ainda que o fim da reeleição presidencial já era uma bandeira defendida por ele anteriormente.

Perguntado se considera adequado o nível de engajamento de Tarcísio em sua candidatura, Flávio respondeu que sim e disse esperar apoio também de aliados do governador.

Flávio evita dizer se apresentará contrato de Dark Horse.

Na mesma entrevista, Flávio voltou a evitar dizer se apresentará o contrato relacionado ao filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta segunda, a Polícia Federal passou a ter acesso a elementos reunidos pela Polícia Civil de São Paulo durante uma operação de busca e apreensão no Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à produtora de Dark Horse.

O material será analisado no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suspeita de que emendas parlamentares possam ter abastecido a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O compartilhamento dos dados foi autorizado pelo ministro Flávio Dino.

Questionado sobre a prestação de contas do longa, produzido pela Go Up, o candidato afirmou que as informações sobre os gastos já foram apresentadas no âmbito de uma investigação em São Paulo.

Trocas de mensagens mostram que Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pretexto de financiar o filme. Nesta segunda, o candidato afirmou que a produtora gastou mais recursos do que recebeu.

Flávio classificou o filme como uma relação privada e direcionou as cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Campanhas exploram acusações de corrupção.

A troca de acusações ocorre em meio à tentativa das duas campanhas de associar o adversário a suspeitas de corrupção. Enquanto o entorno de Lula explora a relação de Flávio com Vorcaro e os questionamentos sobre o financiamento do filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, Flávio tenta vincular o petista e pessoas próximas a ele a suspeitas de irregularidades.

Na coletiva, o candidato citou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente, investigado pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência e corrupção em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante fala no evento, Flávio Bolsonaro defendeu a liberdade do trabalhador decidir pela própria carga horária. A proposta consta no plano de governo do candidato e é apresentada como uma alternativa ao fim da escala 6x1.

O senador defende que trabalhadores e empresas tenham mais liberdade para negociar diretamente as condições de trabalho, desde que respeitados os limites previstos em lei.

Vamos dar liberdade para que as pessoas possam escolher a sua carga horária de trabalho”, afirmou.

O plano adota o princípio do “negociado sobre o legislado”, permitindo que empregado e empresa estabeleçam condições que atendam às necessidades dos dois lados, em vez da adoção de uma regra única para todos os trabalhadores.

Ao final da coletiva, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi questionado diretamente se declararia apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Ele evitou responder objetivamente e disse que a entidade defende princípios como economia liberal, menor participação do Estado, mais competitividade, juros menores e responsabilidade fiscal.

Skaf afirmou que Flávio compartilha dessas posições.

Na mesma resposta, o presidente da Fiesp ressaltou que a entidade não é partidária.

A Fiesp não é partidária e a Fiesp não fulaniza A, B ou C. Mas esses princípios para o bem do Brasil nós defendemos, sim”, afirmou.

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