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Família diz que homem preso após soltar pipa em refinaria está detido injustamente há seis dias

Carlos Henrique da Silva Júnior foi preso em Manguinhos; Justiça descartou acusação de tentativa de homicídio contra PMs por falta de indícios de que ele tenha

3 min de leitura
Família diz que homem preso após soltar pipa em refinaria está detido injustamente há seis dias

A família de um homem detido pela Polícia Militar no último sábado (17) afirma que ele está preso injustamente há seis dias. Segundo amigos, Carlos Henrique da Silva Júnior, de 35 anos, estava soltando pipa na Refinaria de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, quando policiais chegaram ao local.

Família diz que homem foi preso por engano em Manguinhos.

Um fuzil encontrado nas proximidades acabou relacionado à ocorrência que levou à prisão dele.

Nesta sexta-feira (23), parentes e amigos fizeram um protesto em Benfica, nas proximidades do Morro do Tuiuti, onde Carlos mora, pedindo a liberdade dele. A família afirma que ele trabalha de carteira assinada e nunca teve envolvimento com o crime.

Imagens gravadas no sábado mostram Carlos, de camisa preta, e um amigo Charles Henrique, de amarelo, rendidos no chão durante a abordagem policial. O amigo foi liberado na delegacia e contou que os dois participavam de um festival de pipas.

Segundo o amigo, havia muitas crianças no terreno quando os policiais chegaram.

Charles afirmou ainda que os pipeiros da região costumam frequentar o terreno aos fins de semana porque a refinaria está desativada e não há circulação de veículos no local.

Justiça descarta acusação de tentativa de homicídio.

Carlos foi autuado na delegacia de Bonsucesso por quatro crimes: tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de fuzil.

Na quinta-feira (22), a Justiça acolheu um parecer do Ministério Público que apontou não haver indícios suficientes de que Carlos tenha atirado contra os policiais.

Os próprios PMs envolvidos na ocorrência não o reconheceram como autor dos disparos.

A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, descartou a acusação de tentativa de homicídio e declinou da competência para que o caso seja encaminhado a um juízo responsável por julgar crimes comuns.

Carlos, no entanto, continua preso pelos outros três crimes. A defesa já pediu a revogação da prisão.

A Polícia Militar declarou que a ocorrência foi apresentada pelos policiais na delegacia e o caso está sob investigação. A corporação disse ainda que segue disponível pra colaborar com os procedimentos.

No sábado, a Polícia Militar publicou em uma rede social que agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região receberam informações sobre criminosos armados em Manguinhos.

Segundo a corporação, as equipes foram atacadas a tiros durante a ação e houve confronto. Dois homens foram detidos: um nas proximidades do armamento e outro nas imediações.

A PM informou que apreendeu um fuzil, carregadores, munições, drogas e dinheiro.

A Polícia Civil afirmou que a prisão foi realizada em observância aos procedimentos legais, após a apresentação da ocorrência pelos policiais militares e a análise dos elementos pela autoridade policial.

Segundo a corporação, os relatos dos agentes, as circunstâncias da abordagem e o material apreendido foram considerados na avaliação do flagrante e na autuação por tentativa de homicídio e pelos demais crimes.

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